sexta-feira, 21 de junho de 2013

Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho

Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho! No início dessa grande obra da literatura espírita, Humberto de Campos relata a decisão do Cristo de transplantar para a “Terra do Cruzeiro” a árvore do seu Evangelho. Anteriormente, a Palestina figurava como o local escolhido para receber a mensagem do bem, do amor e da transformação moral da humanidade que caminha na sua trajetória evolutiva.
A missão espiritual do Brasil é, atualmente, analisada e debatida em vários círculos de estudo. Busca-se entender, lançando mão da interdisciplinaridade, o que o Brasil tem para oferecer em um momento de transição do mundo de expiação para o mundo de regeneração.
O Brasil é um país conciliador e articulador de consensos, que tem como princípios da ação internacional a defesa da paz e a solução pacífica de controvérsias. O povo brasileiro carrega a esperança e a felicidade em tudo que faz. O otimismo e a crença em dias melhores impulsionam essa população de guerreiros que atravessa as adversidades com a certeza de que tudo vai dar certo. Brilha no Brasil um sol intenso e vibra no brasileiro a energia do bem.
  Divaldo Franco postula que o Brasil desempenhará sua missão espiritual quando houver maturidade emocional e maturidade espiritual suficientes que permitam ao povo compartilhar de suas riquezas de maneira honrada e digna, sem escravizar outros povos, a fim de que a fraternidade entre as nações se estabeleça e para que o comércio não se dê entre a soberania de um povo e a opressão de outro. Mas de que comércio falamos? Não seria a missão do Brasil exportar valores éticos e morais? Sim! Também! Todavia, além de celeiro da prática do bem e da caridade, o Brasil é celeiro dos recursos naturais e agrícolas da humanidade. É reservada missão de comportar o abastecimento diante da escassez, porém, não é possível fazê-lo explorando. Deve haver a dignidade da partilha igualitária.
Aqui chegamos a um ponto fundamental! A igualdade! Palavra de ordem que insufla os ânimos e ascende a esperança. A questão 806 do Livro do Espíritos esclarece: 


CAPÍTULO IX
DA LEI IGUALDADE

Desigualdades sociais

806. É lei da Natureza a desigualdade das condições sociais?

“Não; é obra do homem e não de Deus.”

a) - Algum dia essa desigualdade desaparecerá?

“Eternas somente as leis de Deus o são. Não vês que dia a dia ela gradualmente se apaga? Desaparecerá quando o egoísmo e o orgulho deixarem de predominar. Restará apenas a desigualdade do merecimento. Dia virá em que os membros da grande família dos filhos de Deus deixarão de considerar-se como de sangue mais ou menos puro. Só o Espírito é mais ou menos puro e isso não depende da posição social.”

            A questão nos mostra que haverá um dia em que a desigualdade terá seu fim e a meritocracia se fará presente como meio de distinção entre os indivíduos. Contudo, para se alcançar esta igualdade, caminhada silenciosa e profunda deve ser feita no íntimo de cada indivíduo, célula do organismo universal. A resposta a todas as mudanças está no silêncio do interior de cada consciência. Somente a ação persistente na reforma íntima abrirá o caminho para a igualdade que se busca.
A verdadeira reforma deve ser feita no interior do ser e não na superfície da sociedade, como o fazem as revoluções, como pedem as manifestações!! É como subir um degrau de cada vez na escada da evolução!!
As modificações na estrutura política, econômica e social brasileira foram resultado de um processo pacífico, lento e gradual, sem alterações bruscas e violentas, ao contrário do que ocorre nas revoluções. Estas, quando se considera o contexto da Revolução Francesa, por exemplo, e a definição apresentada por Norberto Bobbio, estão relacionadas à criação de uma nova ordem, à ruptura com o passado opressor e desigual, utilizando-se da força e da violência, visando a um novo governo libertador, que, muitas vezes, sabemos que não o é, pois só representa outros interesses.
A pauta é legítima, dignidade, saúde, educação. Sábio, porém, é aquele que luta não contra a corrupção, mas em prol dos valores éticos e morais. Lutar contra a corrupção é reforçá-la. Em muitos levantes revolucionários anteriores, forças escusas utilizaram a insatisfação do povo para tomarem a liderança e abusar do poder.
Os riscos de uma revolução no Brasil não compensam os supostos ganhos que se reconhecem em países que passaram por processo revolucionário, de modo que a estabilidade política e a tradição pacifista são avanços que devem ser valorizados e preferidos ao caos revolucionário.
O fato de não ter passado por um processo revolucionário no curso de sua história fortaleceu a identidade pacifista, negociadora e de respeito às leis e instituições políticas nacionais. No Brasil, tanto a proclamação da independência quanto a da república foram processos relativamente pacíficos que não podem ser qualificados como revolucionários, pois estão mais relacionados à substituição das autoridades políticas no poder e devem ser caracterizados como golpe de Estado, do mesmo modo que o golpe militar de 1964.
As alterações profundas na estrutura política, jurídica e socioeconômica do Brasil foram graduais e resultantes de um processo mais amplo.
As mudanças que tiveram curso no Brasil foram lentas e ocorreram ao longo de décadas de transformação do modelo colonial e dependente, de forma que Caio Prado Júnior, já na década de 1940, afirmava que o Brasil ainda não tinha completado a transição de economia colonial para a nacional. A estrutura herdada da colonização portuguesa foi transformada no decorrer do século XX, quando o país implementou o modelo de industrialização por substituição de importações, quando se tornou mais urbano que rural, quando permitiu o sufrágio universal e, especialmente, quando passou a combater a cordialidade (na concepção apresentada por Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil), fazendo que a burocracia sobressaísse ao paternalismo.
Observa-se que, quando Sérgio Buarque de Holanda buscou identificar os obstáculos que travaram a modernização do Brasil e procurou entender como o passado deveria ser abolido para instaurar uma ordem democrática e popular no país, ele via revolução no Brasil como processo e não na concepção de Norberto Bobbio.
Considerando-se a sociedade brasileira contemporânea, qualquer revolução, por mais nobres que sejam seus objetivos, pode desequilibrar por completo a estrutura alcançada pelo país e tirar o mesmo do seu objetivo de desenvolvimento e inserção internacional e, principalmente, desviar o país de sua missão espiritual.
A história nos dá provas de que acontecimentos sociais interferem na missão espiritual. O livro “A Caminho da Luz” é uma fonte de exemplos quase inesgotáveis. Vejamos o exemplo da França. O livro Gestação da Terra também é uma boa indicação a respeito.
A Revolução Francesa foi antecedida pelas reflexões do iluminismo e da independência dos Estados Unidos da América, assolados pela opressão de um governo extravagante e Luís XVI, o povo via a fome aumentar junto com o preço do pão. Era o prenúncio das transformações dolorosas no mundo político Ocidental. Engana-se aquele que acredita que toda transformação deve ser pelo caminho da dor. O amor é a fonte verdadeira do bem.
A Revolução, que deveria, a princípio, ter servido como espaço para retirar da França os resquícios do feudalismo e da exploração, abrindo espaço para a chegada do Consolador, perdeu o rumo de sua trajetória. As transformações que tomam lugar na França, deveriam servir para aproveitar as conquistas inglesas no plano econômico e fazer o mesmo no plano político e administrativo. Deveria “quebrar o cetro da realeza absoluta, organizando uma nova administração  e renovação dos organismos políticos do orbe.”. Logo viria Kardec e sua iluminada mensagem espiritual. “Todavia, se alguns Espíritos se encontravam preparados para a jornada heroica daquele fim de século, muitas outras personalidades, infelizmente, espreitavam na treva o momento psicológico para saciar a sede de sangue e de poder.”.  Todo cuidado é pouco. Neste momento, é possível que ressurjam as antigas doutrinas de igualdade absoluta. Aparecerão ideologias propondo reformas radicais e imediatas.

“Grandes ideias florescem na mentalidade de então. Ressurgem aí, as antigas doutrinas de igualdade absoluta. Aparece o socialismo propondo reformas viscerais e imediatas. Alguns idealistas tocam a Utopia de Tomas More, ou a República perfeita idealizada por Platão. Fundam-se as alianças do anarquismo, as sociedades de caráter universal. Uma revolução sociológica de conseqüências imprevisíveis ameaça a estabilidade da própria civilização, condenado-a à destruição mais completa”. Isso está postulado na página 204 do livro “A Caminho da Luz”.
Desse primeiro trecho do Livro “A Caminho da Luz”, entende-se que  as mudanças bruscas representam um risco de ruptura do homem com seu processo de evolução. A infinita bondade e amor de Deus mostram-se mais uma vez presentes em prol da evolução de seus filhos quando tratamos do tema da distribuição da riqueza e do socialismo.
A desigualdade existe como mecanismos para purificar os homens e somente será vencida quando a reforma íntima de cada um estiver completa. Isto não é uma defesa da miséria e opressão. Jamais. Saibamos diferenciar.
O Evangelho Segundo o Espiritismo afirma que:
“A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. É, aliás, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e aptidões; que supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com o que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades”.
Isso não significa que o homem não tenha por missão ajudar, pelo princípio da caridade, seus irmãos que se encontram em condições de sofrimento e miséria. Significa sim que tudo tem uma razão de ser, e se o homem precisa aprender a repartir as riquezas, precisa, do mesmo modo, compreender que essa divisão não pode ir contra a estrutura desenvolvida por Deus para nossa evolução.
Desse modo, observa-se o risco que representam as teorias de igualdade absoluta, as quais, teoricamente admiráveis, não servem para o homem terreno em seu atual estágio de evolução. Antes de tratar do socialismo, entretanto, faz-se importante, pequena assertiva sobre as reformas sociais que tendem a tornar os homens mais iguais. Estas são empreendidas em momentos da história escolhidos pela espiritualidade, a fim de contribuir, em doses certas com o progresso do homem. Contudo, quando essas reformas vão além do ponto onde deveriam e extrapolam o paralelismo que deve existir entre o estágio de evolução do homem e o grau de integração social, corre-se o risco de enfrentarmos crises profundas em nosso sistema organizacional como se deu durante a Revolução Francesa.
Não cabia à França prosseguir além do que lhe fora determinado: extirpar o absolutismo e iniciar um novo processo para reformar o organismo político gradualmente. Cabe-nos velar pelo andamento das reformas que se empreendem em nosso país e no mundo. No Brasil, o risco se apresenta na efetivação de reformas bruscas na estrutura social do país, o que pode desviar o Brasil de seu caminho de se tornar a Pátria do Evangelho. 
No livro A Caminho da Luz, Emmanuel esclarece os riscos do socialismo para a humanidade: “O Espiritismo com as verdades da reencarnação, veio explicar o absurdo das teorias igualitárias absolutas (socialismo e comunismo), cooperando na restauração do verdadeiro caminho do progresso humano. Enquadrando o socialismo nos postulados cristão, ele (os Espiritismo) não se ilude com as reformas exteriores, para concluir que a única reforma apreciável é a do homem íntimo, célula viva do organismo social de todos os tempos, pugnando pela intensificação dos movimentos educativos da criatura, à luz eterna do Evangelho do Cristo.” Pág 206.
Assim, apesar da dificuldade em admitir que não se deve empreender reformas sociais profundas, precisa-se considerar que é necessário antes, reformar o homem, a célula, para que esta esteja apta a conviver em uma sociedade mais igualitária. A consciência humana ainda é incapaz de viver harmoniosamente em uma estrutura social pautada na verdadeira cooperação.
Ainda de acordo com o Emmanuel, (O Espiritismo) “Despreocupado de todas as revoluções, porque somente a evolução é o seu campo de atividade e de experiência (...) ensina a fraternidade legítima dos homens e das pátrias, das famílias e dos grupos, alargando as concepções de justiça econômica e corrigindo o espírito exaltado das ideologias extremistas”.
“As teorias sociais continuam tocando, muitas vezes, a curva tenebrosa do extremismo”. Pág 207. Assim, enfatiza-se o risco de se compactuar com governos que possuem visões diversas dessas concepções espirituais de evolução do ser humano. Corremos o risco de apoiar ideologias preocupadas com a perpetuação do poder e que, para tanto, imprimem reformas sociais que vão modificar, tão somente, o lado exterior da sociedade e ainda sob o risco de fortes conflitos em virtude da não aceitação de muitos em relação às mudanças a serem empreendidas.
Cabe analisar friamente, e com base nos ensinamentos que o bom Deus nos oferta por meio de seus emissários, o verdadeiro sentido e missão da organização política em sociedade. Não devemos nos deixar iludir por reformas aparentes, mas buscar a verdadeira reforma, aquela que acontece dentro de cada um, dentro de cada ser e que vai se perpetuar por meio de vibrações de amor para toda humanidade, construindo, de fato, uma sociedade cooperativa e harmônica.

Ao Brasil, foi reservada a missão de evangelizar o mundo. Os brasileiros serão como os primeiros cristãos escravos políticos em Roma e que confortavam o povo com a mensagem de luz. Assim será o Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho. Para tanto, necessário se faz que o brasileiro mude, antes de tudo, sua postura íntima, deixando o oportunismo, o patrimonialismo, o “jeitinho”, a sonegação e tantas falhas morais que ainda assolam o país. Antes de sair e gritar por reformas nas ruas, devemos analisar o quanto esse governo não reflete o povo que ele governa! Cada povo tem os líderes que merece! Iniciemos a mudança em nossos corações e nossas mentes, para mudar a estrutura política. A mudança deve ocorrer de célula em célula para contagiar o organismo. Caminhamos para uma nova era, na qual o Brasil despertará como centro de amor, paz e justiça. Que assim seja. 

Daniela Marques Medeiros

segunda-feira, 10 de junho de 2013

O Espiritismo e as Relações Internacionais

DANIELA MARQUES MEDEIROS E RAPHAEL SPODE

Na caminhada terrena, a árvore da vida ramificou-se e dividiu o gênero humano em diferentes raças.1
Tais diferenças, notavelmente valorizadas em episódios bíblicos como a Torre de Babel, 2 tornam-se claras aos nossos olhos quando observamos a multiplicidade de Estados independentes que formam o nosso mapa-múndi. Cada Estado acolhe um povo, que “é uma grande família”,3 onde se reúnem Espíritos afins para uma nova existência.3 Entre si, os Estados formam uma sociedade: a sociedade de Estados ou a sociedade internacional.

Ainda que sejam independentes uns dos outros, os Estados exercem influência recíproca – ora se unem pela cooperação,ora se distanciam violentamente pela guerra e, como em muitas ocasiões, é preciso buscar “fora” aquilo que é escasso no ambiente doméstico, pelo que “as relações entre os povos constituem uma necessidade”.4

A Ciência Social que se dedica a estudar as relações entre os povos é denominada Relações Internacionais.*
Este campo de estudo acadêmico foi constituído formalmente com os recursos da moderna ciência social, no início do século XX. Sua importância está no fato de a população mundial dividir-se em diferentes comunidades políticas territoriais – os Estados independentes – que influenciam o modo de vida na Terra. Um campo de estudo distinto surge quando há motivação social suficientemente forte para canalizar energias e recursos no sentido de sustentar a reflexão sistemática e organizada sobre um conjunto de fenômenos.

Nas primeiras décadas do século XX, generalizou-se a percepção a respeito da necessidade de se institucionalizar o estudo das relações internacionais a partir de um propósito bem claro: pôr fim a todas as guerras. Assim, a partir de 1920, o estudo das relações internacionais disseminou-se pelas universidades norte-americanas e europeias,chegando ao Brasil em 1974.

A Doutrina Espírita e as Relações Internacionais – esta como disciplina acadêmica – formam importante interface por oferecer uma compreensão mais sistematizada do papel e dos deveres que o Brasil possui no mundo de regeneração e dos instrumentos existentes para a promoção da fraternidade entre os povos.

Por essa interface a Doutrina revela à nova geração de estudantes e pesquisadores brasileiros das Relações Internacionais vasto roteiro de investigações, de que, por ora, nos permitimos elucidar apenas dois. Em primeiro lugar, ela desvela a missão espiritual do Brasil no concerto dos povos.De acordo com Bezerra de Menezes, o Brasil recebeu a missão de implantar.

[...] a cruz da libertação das consciências de onde o amor alçará o voo para abraçar as nações cansadas de guerras,os povos trucidados pela violência desencadeada contra os seus irmãos [...] apontando o rumo novo do amor para que restaurem no coração a esperança e a coragem para a luta de redenção.

Segundo Humberto de Campos,a missão do Brasil tem ascendentes no mundo invisível e será não só “de suprir as necessidades materiais dos povos mais pobres do planeta, mas também facultar ao mundo inteiro uma expressão consoladora de crença e fé raciocinada”.7 Para Bezerra e Humberto, o Brasil afigura-se a pátria dos corações; sua missão é a missão evangélica de promoção da solidariedade e fraternidade universais. Como decorrência,o Espiritismo faculta um incentivo à pesquisa e promoção do estudo do Esperanto: a Língua Internacional Neutra, criada por Lázaro Luís Zamenhof e destinada a unir a Humanidade numa só expressão de entendimento e harmonia.“[...] Dois homens que falem idiomas diferentes são como dois trilhos paralelos em leito de ferrovia: jamais podem encontrar-se. Ou então para eles vigora este princípio: nada os une, tudo os separa. [...]”.8 A missão do Esperanto foi anunciada por Emmanuel, em 1940,pela psicografia de Chico Xavier,e associa-se ao compromisso normativo assumido pelas Relações Internacionais, como disciplina acadêmica.

[...] o Esperanto, amigos, não vem destruir as línguas utilizadas no mundo, para o intercâmbio dos pensamentos.A sua missão é superior, é a da união e da fraternidade rumo à unidade universalista. Seus princípios são os da concórdia e seus apóstolos são igualmente companheiros de quantos se sacrificaram pelo ideal divino da solidariedade humana,nessas ou naquelas circunstâncias.As mensagens que constituem a Doutrina Espírita são altamente graves para os pesquisadores, estudantes e atuadores das Relações Internacionais, sobretudo os brasileiros. De acordo com as suas revelações, o Brasil está destinado a desempenhar-se de compromissos com a “grande comunidade humana”,** ou melhor, com todos os indivíduos, povos e Estados que compõem a vida planetária e o meio internacional; isto exigirá um novo raciocínio das escolas de Relações Internacionais e renovadas práticas diplomáticas brasileiras. Enquanto alguns países exercem sua hegemonia na era da matéria como grandes potências – tendo por base teorias próprias de política internacional e práticas diplomáticas balizadas pelo princípio egoístico da razão de Estado –, a afirmar,“o que vale, acima de tudo, são os interesses nacionais” – o Brasil será uma potência da era do Espírito, “o pulsante coração espiritual da Humanidade”.10

Por tal motivo os estudantes e pesquisadores brasileiros precisam resgatar, desenvolver e aprimorar, a partir de já, tradições de pensamento e instrumentos que estejam associados com as expressões da nova sociedade, na qual o Brasil protagonizará: trata-se de um novo pensamento e uma nova prática sobre e para as relações internacionais, amparados nos princípios da Doutrina Espírita, nas revelações espirituais e nos valores morais do Evangelho de Jesus.

I n i c i a l - mente, uma nova disciplina intelectual será exigida no campo dos estudos internacionais do Brasil – das universidades ao Instituto Rio Branco – para que se desdobre o estrito sentido político-econômico que se dá atualmente à pátria, à diplomacia e às instituições internacionais para as suas verdadeiras significações espirituais. Inicia-se, portanto, um movimento de pensamento acadêmico em favor dos regimes internacionais de respeito à paz, ao amor e à caridade.

 Na hora em que a Pátria do Evangelho ascende e avulta no concerto dos povos, torna-se inadiável o refletir a respeito da responsabilidade de se levantar a bandeira “Deus, Cristo e Caridade” nos programas de Relações Internacionais do Brasil.Estando unidas, a ciência espírita e a ciência política internacional,mais depressa se prepararão os meios para o advento da paz perpétua.

Referências:
1KARDEC, Allan. O livro dos espíritos.Trad. Guillon Ribeiro. 92. ed. 2. reimp.Rio de Janeiro: FEB, 2012. q. 52 a 54.
2GÊNESIS, 11:1 a 9.
3KARDEC, Allan. O livro dos espíritos.Trad. Guillon Ribeiro. 92. ed. 2. reimp.Rio de Janeiro: FEB,
2012. q. 215.
4______. O evangelho segundo o espiritismo.Trad. Guillon Ribeiro. 130. ed. 2.reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2012. cap.16, it. 7.
5Cf. SATO, Eiiti. Relações Internacionais como área do conhecimento e sua consolidação nas instituições de ensino e pesquisa. In: POSSAS, Lídia M. Vianna;SALA, José Blanes. (Orgs.) Novos atores e relações internacionais. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2010. p. 336.     6MENEZES, Bezerra de. O Brasil e a sua missão histórica de “Coração do mundo e pátria do Evangelho” In: SOUZA, Juvanir Borges de. (Org.) Bezerra de Menezes, ontem e hoje. 4. ed. Rio de Janeiro:FEB, 2009. p. 183.   
7CAMPOS, Humberto de. Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho. 33. ed.2. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Prefácio, p. 8 e 9; cap. Pátria do Evangelho,p. 210.
8FRANCINI, Walter. Doutor esperanto. 4.ed. Rio de Janeiro: FEB, 2000. cap. 3, p. 17. Ver também SCHLIKMANN, Kalyana Oriano. O esperanto como elemento ordenador da via multilateral. Trabalho de conclusão de curso de relações internacionais. UNIVALI: São José, 2009. Ver ainda SOARES, Affonso. A ideia de língua internacional.Reformador. ano 130, n. 2.201,p. 34(312) e 35(313), ago. 2012.
9EMMANUEL. A missão do Esperanto.Disponível em: .Acesso em: 20 de agosto
de 2012.
10MENEZES, Bezerra de. O Brasil e a sua missão histórica de “Coração do mundo e pátria do Evangelho” In: SOUZA, Juvanir Borges de (Org.). Bezerra de Menezes,ontem e hoje. 4. ed. Rio de Janeiro:FEB, 2009. p. 184 e 185.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Uma vida com Jesus

Ontem eu tive a oportunidade de rever uma linda aula no Probem! Foi um momento especial de refletir acerca da essência pura do amor, o amor que fez o Cristo encarnar na Terra para nos mostrar o caminho da caridade e nos passar a mensagem do verdadeiro valor da vida. A distância no tempo e a deturpação de sua mensagem pelo fanatismo religioso, desviaram-nos da certeza de quão perto estamos Dele, pois ele vive em nós. E hoje, acordei com esses versos na cabeça, os quais passei para o papel...

Eis que me levanto,
Eis que seco o pranto
Eis que vejo a luz
Por que aqui vive Jesus

Eis que surge nova vida
Faz-se novo amanhecer
Tenho Nele nova morada
Tenho Nele meu viver

A verdade se apresenta
Liberta-me da tormenta
Não há mais vazio ou dor
Por que Ele é o amor

E a vida nos convida
Dia a dia a praticar
A palavra e a ação
Que Ele veio nos mostrar

Se tiveres dor, agradeça! Ela está a te ensinar.
Se sentires medo, agradeça! Crie coragem pra enfrentar.
Se estiveres triste, agradeça! É um motivo pra pensar.
A dificuldade é uma benção que nos ensina a amar!

Dani M. 2013



domingo, 28 de abril de 2013

Lições de um domingo!

Deus está sempre mandando recadinhos pra gente, mas só percebemos quando estamos abertos para recebê-los. Hoje eu captei duas informações que, tenho certeza, irão me acompanhar por dias (até semanas) de reflexão:

1. Onde está sua dificuldade, está sua habilidade.

2. Cada pessoa, inclusive você, dá o máximo do que tem e do que pode dar nas circunstâncias em que se encontra em determinado momento da vida. Esse é o caminho para o auto-perdão!


O verdadeiro medo

Seu grande medo não é o mal interno ou o q o cerca. Você teme sua luz interior, poque se descobrir o quanto você brilha, saberá que é capaz do impossível e, então, como se negar a desafiá-lo??

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Tempo bem utilizado!!

É muito fácil perder tempo com efemeridades. O dia passa, a semana passa, o ano passa, a vida passa, deixando uma sensação amarga de vazio e incompletude. O que nos preenche é a mecânica da atividade obrigatória. Pense: O que precisa acontecer hoje para que você diga que o tempo foi utilizado de maneira útil? Você tem a possibilidade de fazer acontecer? Então, faça-o! Sua vida espera por você! Não a deixe passar diante dos seus olhos. Faça valer a pena!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Quais os seus pontos fortes que você deprecia?

Pare um pouco e pense: quais os seus pontos fortes que você deprecia? Tenha certeza que há em você muito mais do que você vê! Estamos acostumados a valorizar o que entendemos como negativo em nossa personalidade, a ponto de não conseguirmos identificar nossa força, nosso potencial! Troque a lente, mude o olhar, repense e perceba o quão grande você é!! Bom dia!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O que você deseja mudar em você?

Com a correria diária, esquecemos de focar no mais importante: nossa vida. Vale a pena parar um pouco e pensar, refletir, buscar uma compreensão acerca de si. O maior conhecimento vem do auto-descobrimento. Então, reflita: o que você deseja mudar em você? O que você precisa mudar em você para alcançar aquilo que quer, que procura. Se a mudança e o sucesso estão em nossas mãos, então, mãos à obra!! Bom dia!

domingo, 31 de março de 2013

Conhece-te a ti mesmo - Sebastião Camargo


"Só é feliz quem é livre, e só é livre quem assume responsabilidade." - Sebastião Camargo
EVENTO DE LANÇAMENTO DO LIVRO "O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA - DO ÁTOMO AO ANJO" - SEBASTIÃO CAMARGO

DATA: 27 de abril de 2013
LOCAL: Biblioteca Pública Municipal -
Rua Alexandre Costa, nº. 241-Circular da Lagoa
Três Lagoas-MS


A Ressurreição nunca existiu.


A ressurreição de Jesus nunca existiu. Informação categórica que não representa a melhor maneira de se desejar Feliz Páscoa. Antes de desenvolvê-la, porém, devo dizer que sou cristã, mas não tenho o hábito de acreditar em tudo que está dado como certo. Como o significado do meu nome já diz, não se preocupem, eu sei bem que Deus é meu juiz.

Com todo respeito às demais crenças, a suposta ressurreição de Jesus, hoje celebrada por muitos cristãos como o domingo de Páscoa (não digo todos, porque, nós, os espíritas, não celebramos a Páscoa, mas aproveitamos para comer muito chocolate) ganhou essa denominação por ter acontecido no dia da celebração da Páscoa Judaica.
Páscoa Judaica? Sim! A Páscoa não é uma festa cristã em sua essência. Ela é judaica, assim como o próprio Jesus, o qual nunca desejou criar religião alguma, mas reformar o judaísmo, pelo menos, e a humanidade como um todo. Voltando para a história da Páscoa, vale dizer que ela, em sua origem, celebra a fuga, a libertação do povo judeu escravizado no Egito. Pois bem, eis que, após a crucificação e em uma bela manhã de Páscoa, Jesus aparece para Maria de Magdala, o que, devo dizer, não deixar de ser uma ótima simbologia para valorizar o papel da mulher!
A história que nos contam é sempre a mais conveniente e oportuna. Como dizem que o corpo de Jesus nunca foi encontrado, uniram a essa informação, a ideia de que o próprio se levantou, se ergueu, ressuscitou. Este fato, ligado às aparições de Jesus, comprovaria sua ressurreição. Agora, alguém pode me explicar o porquê de Jesus, em sua essência energética, levar o peso desse corpo carnal para o mundo espiritual? Não foi Jesus que se preparou por anos e anos para suportar o peso da carne? Ele realmente não precisava mais desse corpo. 
Se isso não é argumento suficiente, vale lembrar que estamos muito acostumados a responder tudo com o famoso “Amém”, então, deixem que nos contem suas versões da história. O fato é que Maria de Magdala se encontrou com Jesus sim, mas, essencialmente, com o períspirito Dele. Houve uma aparição do corpo espiritual de Jesus! Tendo tudo isso como parte da verdade, que, para mim, nunca está completa, como celebrar a Páscoa?
Vamos usar a simbologia da vida após a morte carnal para e celebrar a vida espiritual. Vamos usar o dia de hoje para agradecer a Deus pela oportunidade da reencarnação, da evolução e da vida na Pátria Espiritual. Que a noção da transitoriedade terrena nos leve a assumir posturas diferenciadas no dia a dia, pois compreendemos que essa vida é uma escola para alcançar novos patamares evolutivos na vida pós-desencarne. 
Jesus vive, seu espírito vive em cada um e em todos que se propuserem a SER o seu Evangelho. Não vou te desejar Feliz Páscoa, mas sim um feliz RECOMEÇO. Espero que possamos recomeçar a ver Jesus de outro modo. E sempre lembrando, nunca acreditem em uma só palavra do que eu digo/escrevo. Vá ler, estudar, questionar e tirar suas próprias conclusões. 



Daniela Marques Medeiros 31/03/2013



Vale a pena ler os trechos do Livro dos Espíritos sobre o assunto:



CAPÍTULO II
DAS PENAS E GOZOS FUTUROS



Ressurreição da carne



1010. O dogma da ressurreição da carne será a consagração da reencarnação ensinada pelos Espíritos?



“Como quereríeis que fosse de outro modo? Conforme sucede com tantas outras, estas palavras só parecem despropositadas, no entender de algumas pessoas, porque as tomam ao pé da letra. Levam, por isso, à incredulidade. Dai-lhes uma interpretação lógica e os que chamais livres pensadores as admitirão sem dificuldades, precisamente pela razão de que refletem. Porque, não vos enganeis, esses livres pensadores o que mais 
pedem e desejam é crer. Têm, como os outros, ou, talvez, mais que os outros, a sede do futuro, mas não podem admitir o que a ciência desmente. A doutrina da pluralidade das existências é consentânea com a justiça de Deus; só ela explica o que, sem ela, é inexplicável. Como havíeis de pretender que o seu princípio não estivesse na própria religião?”



a) Assim, pelo dogma da ressurreição da carne, a própria Igreja ensina a doutrina da reencarnação?



“É evidente, Demais essa doutrina decorre de muitas coisas que têm passado despercebidas e que dentro em pouco se compreenderão neste sentido. Reconhecer-se-á em breve que o Espiritismo ressalta a cada passo do texto mesmo das Escrituras sagradas. Os Espíritos, portanto, não vêm subverter a religião, como alguns o pretendem. Vêm, ao contrário, confirmá-la, sancioná-la por provas irrecusáveis. Como, porém, são chegados os tempos de não mais empregarem linguagem figurada, eles se exprimem sem alegorias e dão às coisas sentido claro e preciso, que não possa estar 
sujeito a qualquer interpretação falsa. Eis por que, daqui a algum tempo, muito maior será do que é hoje o número de pessoas sinceramente religiosas e crentes.” SÃO LUÍS.



A.K.: Efetivamente, a Ciência demonstra a impossibilidade da ressurreição, segundo a idéia vulgar. Se os despojos do corpo humano se conservassem homogêneos, embora dispersos e reduzidos a pó, ainda se conceberia que pudessem reunir-se em dado momento. As coisas, porém, não se passam assim. O corpo é formado de elementos diversos: o oxigênio, hidrogênio, azoto, carbono, etc. Pela decomposição, esses elementos se dispersam, mas para servir à formação de novos corpos, de tal sorte que uma mesma molécula, de carbono, por exemplo, terá entrado na composição de muitos milhares de corpos diferentes (falamos unicamente dos corpos humanos, sem ter em conta os dos animais); que um indivíduo tem talvez em seu corpo moléculas que já pertenceram a homens das primitivas idades do mundo; que essas mesmas moléculas orgânicas que absorveis nos alimentos provêm, possivelmente, do corpo de tal outro indivíduo que conhecestes e assim por diante.
Existindo em quantidade definida a matéria e sendo indefinidas as suas combinações, como poderia cada um daqueles corpos reconstituir-se com os mesmos elementos? Há aí impossibilidade material. Racionalmente, pois, não se pode admitir a ressurreição da carne, senão como uma figura simbólica do fenômeno da reencarnação. E, então, nada mais há que aberre da razão, que esteja em contradição com os dados da Ciência.
É exato que, segundo o dogma, essa ressurreição só no fim dos tempos se dará, ao passo que, segundo a doutrina Espírita, ocorre todos os dias. Mas, nesse quadro do julgamento final, não haverá uma grande e bela imagem a ocultar, sob o véu da alegoria, uma dessas verdades imutáveis, em presença das quais deixará de haver cépticos, desde que lhes seja restituída a verdadeira significação? Dignem-se de meditar a teoria espírita sobre o futuro das almas e sobre a sorte que lhes cabe, por efeito das diferentes provas que lhes cumpre sofrer, e verão que, exceção feita da simultaneidade, o juízo que as condena ou absolve não é uma ficção, como pensam os incrédulos. Notemos mais que aquela teoria é a conseqüência natural da pluralidade dos mundos, hoje perfeitamente admitida, enquanto que, segundo a doutrina do juízo final, a Terra passa por ser o único mundo habitado.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Intolerância ou Hipocrisia?

Para onde caminhamos? 

Qual o tipo de sociedade estamos construindo? Nesta semana, fiquei chocada com algumas atitudes. A   cantora Paula Fernandes não pode ser espírita, a Yoani Sánchez não pode manifestar a opinião, homossexuais não podem se casar! Feliciano na Comissão de Direitos Humanos, Renan no Senado!!

Intolerância ou hipocrisia? Não me agrada a palavra tolerância! Ela define que se aceita ou se suporta algo. Suporta-se porque não dá para simplesmente exterminar! Cortar o suposto mal! E assim vamos fingindo que o Brasil é um país de todos!

O Despertar da Consciência

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Paz e luz !

Somos todos um


                O ano de 2013 mal começou e vários acontecimentos já nos levam à reflexão. Afinal, o mundo não acabou em 2012, mas algo começou! Iniciou-se uma era de transformação, na qual os valores éticos e morais serão os princípios norteadores de novas relações entre os humanos. Razão e emoção, ação e sentimento, cérebro e coração, corpo e mente formando um sistema único dentro do qual percorre a energia da vida que nos move.
                Corruptos desmascarados;, mobilização de cidadãos para limpar a política; crise econômica, energética, ambiental que levam os Estados a repensarem o modelo de desenvolvimento para torná-lo mais sustentável. Tragédias como as de Santa Maria/RS; Fenômenos naturais como a passagem de um asteroide nas proximidades da Terra e a queda de um meteoro na Rússia. A relação entre tais fatos não seria diretamente estabelecida não fosse a nossa compreensão do momento pelo qual o planeta Terra atravessa.
                É momento de grandes mudanças, é momento de transição é hora de realizar a travessia. Os resgates coletivos, os fenômenos naturais não são sinais dos céus, mas sim processos decorrentes da aceleração do movimento no qual, inevitavelmente, estamos inseridos. Estamos todos ligados por uma energia universal. Somos todos partes de um corpo indivisível e nele devemos aprimorar nossa consciência para alcançar a perfeição que nos cabe.
                 Como partes desse grande corpo, também nos cabe a responsabilidade de amenizar a intensidade desses processos de mudança. A reforma íntima, a transformação interior, a harmonização do nosso universo  particular é o caminho primeiro para a transformação geral. Somos todos células de um organismo universal. Assim, alcançar o equilíbrio interno é nosso dever e contribuição no processo de evolução do planeta. Enquanto houver uma célula que necessite de aprimoramento, estaremos unidos no seu desenvolvimento. Somos todos um!