quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Chico Xavier fala sobre as guerras e novos tempos!!

As mudanças devem ser lentas e graduais!!


A verdadeira reforma deve ser feita no íntimo do ser e não na superfície da sociedade, como o fazem as revoluções!! É como subir um degrau de cada vez na escada da evolução!!

As modificações na estrutura política, econômica e social brasileira foram resultado de um processo pacífico, lento e gradual, sem alterações bruscas e violentas, ao contrário do que ocorre nas revoluções. Estas, quando se considera o contexto da Revolução Francesa e a definição apresentada por Norberto Bobbio, estão relacionadas à criação de uma nova ordem, à ruptura com o passado opressor e desigual, utilizando-se da força e da violência, visando a um novo governo libertador. A ausência de revoluções no Brasil, por um lado, tanto contribuiu para que parte da população ficasse desinteressada pela condução da política nacional, quanto para a não existência de uma forte noção de nacionalismo. Por outro lado, a não ocorrência de revoluções favoreceu a tradição pacifista e negociadora do país, além de ter contribuído para continuidade e estabilidade de suas instituições. Os riscos de uma revolução no Brasil não compensam os supostos ganhos que se reconhecem em países que passaram por processo revolucionário, de modo que a estabilidade política e a tradição pacifista são avanços que devem ser valorizados e preferidos ao caos revolucionário.
Os processos revolucionários têm como um de seus resultados o fortalecimento do vínculo entre o indivíduo e o meio que ele ocupa, de modo que aquele se reconhece como cidadão, preocupado com as diversas questões que envolvem sua nação. No Brasil, a ausência de revoluções retardou o comprometimento do povo com a política do país, de maneira que o poder público permaneceu, por vasto período, sob o controle da elite patriarcal dominante, contribuindo para reforçar o caráter paternalista das relações públicas brasileiras e permanecendo a população distante das decisões de relevância. Essa apatia do brasileiro diferia do comportamento do europeu do século XIX, pois as revoluções que tiveram curso na Europa entre os anos de 1789 e 1848 fortaleceram o sentimento nacional dos povos daquele continente e favoreceram a formação do vínculo entre indivíduo e nação, reforçado pela noção de pertencimento ao conjunto. No Brasil, por não ter havido mobilização e comprometimento em torno de um ideal patriótico e revolucionário, retardou-se a formação da consciência nacional.
O fato de não ter passado por um processo revolucionário no curso de sua história fortaleceu a identidade pacifista, negociadora e de respeito às leis e instituições políticas nacionais. A não ocorrência de modificações bruscas e violentas na ordem vigente no país foi determinante para a formação dos elementos caracterizadores do Brasil de hoje, a exemplo do princípio de solução pacífica de controvérsias, o que está relacionado ao fato de não ter havido guerra civil de grandes proporções e decorrente de um processo revolucionário, o que poderia ter dado ao país um caráter mais belicista, como ocorreu nos Estados Unidos após a Guerra de Secessão. No Brasil, tanto a proclamação da independência quanto a da república foram processos relativamente pacíficos que não podem ser qualificados como revolucionários, pois estão mais relacionados à substituição das autoridades políticas no poder e devem ser caracterizados como golpe de Estado, do mesmo modo que o golpe militar de 1964. As alterações profundas na estrutura política, jurídica e socioeconômica do Brasil foram graduais e resultantes de um processo mais amplo.
As mudanças que tiveram curso no Brasil foram lentas e ocorreram ao longo de décadas de transformação do modelo colonial e dependente, de forma que Caio Prado Júnior, já na década de 1940, afirmava que o Brasil ainda não tinha completado a transição de economia colonial para a nacional. A estrutura herdada da colonização portuguesa foi transformada no decorrer do século XX, quando o país implementou o modelo de industrialização por substituição de importações, quando se tornou mais urbano que rural, quando permitiu o sufrágio universal e, especialmente, quando passou a combater a cordialidade (na concepção apresentada em Raízes do Brasil), fazendo que a burocracia sobressaísse ao paternalismo. Observa-se que, quando Sérgio Buarque de Holanda buscou identificar os obstáculos que travaram a modernização do Brasil e procurou entender como o passado deveria ser abolido para instaurar uma ordem democrática e popular no país, ele via revolução no Brasil como processo e não na concepção de Norberto Bobbio.
Considerando-se a sociedade brasileira contemporânea, qualquer revolução, por mais nobres que sejam seus objetivos, pode desequilibrar por completo a estrutura alcançada pelo país e tirar o mesmo do seu objetivo de desenvolvimento e inserção internacional. O projeto nacional, quando pautado na democracia de representação popular, não pode sofrer os reveses de uma ruptura brusca no status quo. Historicamente, o Brasil desconhece o processo revolucionário e, mesmo assim, alcançou a estabilidade política e macroeconômica que tem hoje, apesar dos problemas de corrupção e das mazelas sociais que tendem a ser resolvidos pacificamente. De todo modo, a revolução não garante crescimento, igualdade e liberdade, sendo o respeito à normatização e às tradições do país, valores que superam o caos revolucionário.

Raul Teixeira, Nas Relações Sociais (parte 1)

Raul Teixeira, Nas Relações Sociais (parte 2)

Solução pacífica de controvérsias



Esse texto terá continuação relacionada a fatores espirituais sobre a solução pacífica de controvérsias.

A institucionalização da paz com a criação de normas jurídicas internacionais fortaleceu o equilíbrio de poder entre os Estados e reduziu o risco de conflitos armados de grandes proporções. A política internacional desenvolve-se utilizando ou a diplomacia ou a guerra, e, uma vez que a regulamentação das relações entre os Estados no âmbito das Organizações Internacionais promova a negociação como elemento fundamental para a solução pacífica de controvérsias, há a diminuição do recurso às armas. A prática constante da diplomacia e a criação de normas e mecanismos internacionais que incentivam a segurança internacional vigoram como práticas comuns entre os Estados, apesar de não impedirem que estes recorram às armas. Estas continuam a fazer parte das estratégias dos Estados como meios de persuasão e ameaça especialmente as armas de destruição em massa, o que evidencia a possibilidade de guerra como algo constante entre os Estados, dado que a guerra é umas das opções de que se serve a política na consecução de seus objetivos. O limite entre a paz e a guerra é tênue e a jurisdição internacional que regulamenta o assunto contribui na opção pela primeira.
A tentativa dos Estados de criarem normas jurídicas que dificultam o recurso às armas tornou-se prática comum na comunidade internacional. Essa prática ocorre por meio da proibição da diplomacia secreta, do incentivo à solução pacífica de controvérsias e da criação de mecanismos de negociação que têm como finalidade promover a segurança internacional. Esse comportamento dos Estados pode ser caracterizado como tentativa de institucionalizar a paz, de criar instituições que regulem a manutenção da paz e inviabilizem a guerra. É notável o êxito da diplomacia do Congresso de Viena (1815), o qual permitiu que, na Europa, não houvesse conflitos de grandes proporções até a eclosão da Primeira Guerra Mundial, pois a Guerra da Criméia e os conflitos de unificação alemã e italiana foram guerras pontuais e não de proporções continentais. O Congresso fortaleceu o equilíbrio de poder europeu, mas falhou ao não impedir a prática da diplomacia secreta, o que, junto com outros fatores, fez desencadear a guerra que se iniciou em 1914. De todo modo, sendo aperfeiçoada pela Liga das Nações e pela Organização das Nações Unidas, a institucionalização da paz tem sido fundamental como meio para evitar o conflito armado.
O cumprimento das normas internacionais de proteção à paz por alguns Estados não garante que outros não se utilizem do recurso das armas. O desrespeito à jurisdição e a não opção pela solução negociada diplomaticamente aproxima os Estados dos conflitos armados como meio de se alcançar o objetivo político que a diplomacia não conseguiu garantir. A recusa dos Estados Unidos em aceitar a decisão do Conselho de Segurança da ONU, em 2003, que não concordava com a invasão norte-americana no Iraque, mostrou como as instituições internacionais podem ser debilitadas diante do poderio militar e dos interesses dos Estados. Os Estados Unidos, entretanto, por desrespeitarem a jurisdição internacional tiveram a imagem debilitada diante da comunidade internacional, o que não os impediu de impor sua vontade pela força. Seja utilizada de fato seja somente como ameaça, a guerra continua como instrumento de poder dos Estados para praticar a política.
A opção pela negociação pacífica ou pelo enfrentamento bélico também é dada de acordo com a tradição diplomática de cada Estado. A propensão de um Estado para engajar-se em um conflito armado no intuito de resolver seus problemas políticos muito se relaciona com o padrão de atuação internacional de cada um, dado que enquanto alguns Estados optam por resolver suas diferenças por meio da negociação, outros o fazem pelas armas, exatamente porque não possuem uma tradição diplomática de conciliação. No Brasil, a tradição de solução pacífica de controvérsias teve na obra do Barão do Rio Branco importante fortalecimento, já que o então Ministro das Relações Exteriores negociou nossas fronteiras com os países sul-americanos sem lançar mão da utilização das armas. Ainda hoje observa-se a atuação pacífica do Brasil, pois o país mantém a solução pacífica de controvérsias como um dos princípios constitucionais que regem suas relações internacionais. A construção de uma tradição de conciliação é fator determinante para a atuação dos Estados em política externa.
Na política internacional, é frágil o limiar entre a guerra e a paz. Esta se sustenta em instituições internacionais que buscam fortalecer o aparato jurídico responsável por tornar a guerra um ilícito internacional, mas que não é suficientemente capaz de fazer frente aos interesses de Estados belicistas. A tradição diplomática de muitos Estados em promover a solução pacífica de controvérsias é outro fator que contribui para afastar a possibilidade de conflito armado. Apesar de todos os esforços, a ameaça de guerra é constante, o que gera a insegurança nos Estados e os compele a se armar, aumentando os riscos de eclosão de conflitos. A opção pela guerra ou pela paz faz parte do cálculo racional de cada Estado do sistema internacional e está diretamente ligada à sua tradição diplomática e aos mecanismos de institucionalização da paz, os quais favorecem a manutenção do status quo e entre os Estados.

Raul Teixeira, Nutrientes das Guerras (parte 1)

Para entender as Guerras (uma constante nas Relações Internacionais) de acordo com a doutrina espírita!!

Raul Teixeira, Nutrientes das Guerras (parte 2)

domingo, 24 de outubro de 2010

Homem como célula do organismo universal


Vivemos tempos de mudanças, quando se faz necessário refletir o caminho que nos é correto seguir. Temos conosco ferramenta poderosa que pode controlar e definir o futuro da humanidade na Terra, a nossa mente. Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, como Pai amoroso, quis nos dar a oportunidade de crescermos e evoluirmos juntos, unidos sob o ideal da fraternidade, da compreensão e do amor. Com esse propósito, o Pai nos deu a chance de compartilhar, de amar e de conviver com o diferente e acrescentar o que há de bom nele e nos falta, assimilando o que há de melhor e contribuindo para o desenvolvimento comum.
A mente, como importante mecanismo de nosso sistema, configura-se como nosso elo, nossa corrente que se conecta com o resto da humanidade, através de um fluxo de energias afins que nos une e permite a criação da vibração que pode servir a nossos ideais de reforma e evolução. O que pretendo argumentar é que: a mente humana é capaz de criar uma corrente de vibrações de amor, prosperidade e harmonia entre os povos, permitindo, por meio do inconsciente coletivo, a renovação do sistema, a revisão de comportamentos e o progresso da humanidade para uma era de amor e renovação.
Utilizaremos os ensinamentos do irmão Sebastião Camargo (sob orientação de Joana de Angelis) acerca do consciente celular no organismo vivo. Este consciente celular que pode alterar a evolução do sistema humano como um todo, pode nos ser muito útil para compreender o papel do homem como indivíduo social internacional. Em linguagem resumida e simplificada, a célula do nosso organismo, ou melhor, os átomos e todas as partículas menores que o compõem, interagem incansavelmente, respondendo a estímulos advindos de nosso campo energético.
A interação energética ocorre por meio da conexão de vibrações, as quais definirão o modo como a consciência desses pequenos organismos irá se desenvolver. Assim, nosso campo vibratório interfere diretamente em todo nosso organismo, sendo capaz de alterar o conjunto de nossos órgãos e de influenciar em nosso estado de saúde. Desse modo, como todos os seres criados por Deus possuem o consciente celular, somos capazes de interagir com esse ser e interferir em sua composição, alterando sua estrutura.
Pesquisas científicas já demonstraram como as células de água respondem diferentemente a vibrações positivas e negativas. Assim como a água, todas as células de nosso corpo respondem às nossas vibrações. Desse modo, ao ingerir um alimento, podemos orientar sua função dentro do nosso organismo de acordo com a vibração que a ele direcionamos, como também podemos orientar nossas células para se harmonizarem e reorganizarem nosso sistema, curando doenças e indisposições. Nossa ferramenta para alcançar essa possibilidade é o pensamento, a mente, nosso campo vibracional que vai interferir em todo nosso sistema. A compatibilização das vibrações vai alcançar todo sistema e nos tornar saudáveis.
Assim como no corpo humano, temos a reorganização celular para curar as enfermidades, no campo do sistema político e social internacional, temos o homem como o consciente celular, o qual tem o poder de reordenar o sistema por meio de sua reforma íntima, possibilitando a harmonização do todo por meio de sua conexão com as demais consciências que vibram na mesma sintonia.
Deste modo, o homem pode ser visualizado como célula do organismo universal, parte de um órgão vital do sistema que exerce suas funções dentro da ordem global: o país. A importância do pensamento e da conexão da consciência celular irá redefinir a ação desse órgão, o qual poderá emitir suas vibrações para outros órgãos e assim, como no processo do inconsciente coletivo, desenvolver a reforma dos valores, moral e ética em todas as células do organismo terreno.
Portanto, nós, como individualidade, temos papel fundamental na evolução do planeta. Toda vibração que emitimos é de nossa exclusiva responsabilidade, pois estamos contribuindo positiva ou negativamente para resolução dos problemas que assolam a Terra. Não é apenas no engajamento político ou na defesa dos princípios humanitários que podemos resolver as mazelas terrenas. Nossa atitude e nosso pensamento reordenam o nosso campo vibracional que pode alcançar e influenciar outro campo e assim sucessivamente.
Deus, portanto, quis nos ensinar que, mesmo diferentes e distantes, todos os povos do planeta fazem parte de um só corpo e que somos todos membros de um organismo vivo, que se comunica por meio de vibrações, que interage, cresce e se desenvolve, que cria enfermidades, que adoece, mas que, como a história já provou, não pode ser curado com remédios que perpetuam suas mazelas, mantendo o desequilíbrio entre as células e a desarmonia entre os órgãos.
A responsabilidade do homem como célula do organismo universal é a de ser um constante vigilante de seus pensamentos e ações em prol de uma projeção de amor e harmonia que irá abranger todos os irmãos terrenos e permitir que possamos evoluir conjuntamente rumo a uma nova etapa da nossa caminhada de busca pela lapidação de nosso diamante bruto. A reforma íntima da célula é a chave para evolução do todo.

Divisão da riqueza, socialismo e o espiritismo



“Grandes idéias florescem na mentalidade de então. Ressurgem aí, as antigas doutrinas de igualdade absoluta. Aparece o socialismo propondo reformas viscerais e imediatas. Alguns idealistas tocam a Utopia de Tomas More, ou a República perfeita idealizada por Platão. Fundam-se as alianças do anarquismo, as sociedades de caráter universal. Uma revolução sociológica de conseqüências imprevisíveis ameaça a estabilidade da própria civilização, condenado-a à destruição mais completa”. pág 204

Desse primeiro trecho do Livro “A Caminho da Luz”, entende-se que o socialismo representa um risco de ruptura do homem com seu processo de evolução, sendo um mal que pode causar a destruição da civilização humana. Concordarmos com essa posição e acrescentamos que junto com o socialismo, a distribuição igualitária da riqueza pode trazer conseqüências alarmantes para a humanidade.
A infinita bondade e amor de Deus mostram-se mais uma vez presentes em prol da evolução de seus filhos quando tratamos do tema da distribuição da riqueza e do socialismo. A visão mais generalizada a respeito destes entende que é necessário empreender reformas para garantir que a maioria das pessoas tenham acesso à riqueza do planeta, diminuindo sua concentração.
Salienta-se que repartir as posses é de fato fundamental, por meio da cooperação, pois o entendimento é de que se multiplicam as riquezas se a dividirmos. Entretanto, mais uma vez a sutileza da sabedoria divina buscou nos fazer crescer nos ensinando os princípios da moderação, da paciência, da caridade e da evolução gradual. A desigualdade existe como mecanismos para purificar os homens e somente será vencida quando a reforma íntima de cada um estiver completa.
O Evangelho Segundo o Espiritismo afirma que:

“A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. É, aliás, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e aptidões; que supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com o que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades”.

Isso não significa que o homem não tenha por missão ajudar, pelo princípio da caridade, seus irmãos que se encontram em condições de sofrimento e miséria. Significa sim que tudo tem uma razão de ser, e se o homem precisa aprender a repartir as riquezas, precisa, do mesmo modo compreender que essa divisão não pode ir contra a estrutura desenvolvida por Deus para nossa evolução.
Desse modo, observa-se o risco que representam as teorias socialistas, as quais, teoricamente admiráveis, não servem para o homem terreno em seu atual estágio de evolução. Antes de tratar do socialismo, entretanto, faz-se importante, pequena assertiva sobre as reformas sociais que tendem a tornar os homens mais iguais. Estas são empreendidas em momentos da história escolhidos pela espiritualidade, a fim de contribuir, em doses certas com o progresso do homem. Contudo, quando essas reformas vão além do ponto onde deveriam e extrapolam o paralelismo que deve existir entre o estágio de evolução do homem e o grau de integração social, corre-se o risco de enfrentarmos crises profundas em nosso sistema organizacional como se deu durante a Revolução Francesa:

“Aquelas renovações (da Revolução Francesa) preludiavam os mais dolorosos acontecimentos. (...) Um mundo de sombras invadia as consciências da França generosa, chamada, naquela época, pelo plano espiritual, ao cumprimento da sagrada missão junto à Humanidade sofredora. Cabia-lhe tão-somente, aproveitar as conquistas inglesas, no sentido de quebrar o cetro da realiza absoluta, organizando um novo processo administrativo na renovação dos organismos políticos do orbe, de acordo com as sábias lições dos seus filósofos e pensadores.” A Caminho da Luz pág 189.

Não cabia à França prosseguir além do que lhe fora determinado: extirpar o absolutismo e iniciar um novo processo para reformar o organismo político gradualmente. Entretanto, os franceses foram além e sofreram as conseqüências. Assim, cabe-nos velar pelo andamento das reformas que se empreendem em nosso país e no mundo. O Brasil e a América Latina estão sendo rondados pelas perigosas idéias do socialismo, como já se observa na Venezuela e na Bolívia, além de ter resquícios no Equador e na Argentina. No Brasil, o risco se apresenta na efetivação de reformas bruscas na estrutura social do país, o que pode desviar o Brasil de seu caminho de se tornar a Pátria do Evangelho.
No livro A Caminho da Luz, Emmanuel esclarece os riscos do socialismo para a humanidade:
“O Espiritismo com as verdades da reencarnação, veio explicar o absurdo das teorias igualitárias absolutas (socialismo e comunismo), cooperando na restauração do verdadeiro caminho do progresso humano. Enquadrando o socialismo nos postulados cristão, ele (os Espiritismo) não se ilude com as reformas exteriores, para concluir que a única reforma apreciável é a do homem íntimo, célula viva do organismo social de todos os tempos, pugnando pela intensificação dos movimentos educativos da criatura, à luz eterna do Evangelho do Cristo.” Pág 206.

Assim, apesar da dificuldade em admitir que não se deve empreender reformas sociais profundas, precisa-se considerar que é necessário antes, reformar o homem, a célula, para que esta esteja apta a conviver em uma sociedade mais igualitária. A consciência humana ainda é incapaz de viver harmoniosamente em uma estrutura social pautada na verdadeira cooperação, ética e moral.
Ainda de acordo com o Emmanuel, (O Espiritismo) “Despreocupado de todas as revoluções, porque somente a evolução é o seu campo de atividade e de experiência (...) ensina a fraternidade legítima dos homens e das pátrias, das famílias e dos grupos, alargando as concepções de justiça econômica e corrigindo o espírito exaltado das ideologias extremistas”. “As teorias sociais continuam tocando, muitas vezes, a curva tenebrosa do extremismo”. Pág 207.
Assim, enfatiza-se o risco de se compactuar com governos que possuem visões diversas dessas concepções espirituais de evolução do ser humano. Corremos o risco de apoiar ideologias preocupadas com a perpetuação do poder e que, para tanto, imprimem reformas sociais que vão modificar, tão somente, o lado exterior da sociedade e ainda sob o risco de fortes conflitos em virtude da não aceitação de muitos em relação às mudanças a serem empreendidas.
Cabe analisar friamente, e com base nos ensinamentos que o bom Deus nos oferta por meio de seus emissários, o verdadeiro sentido e missão da organização política em sociedade. Não devemos nos deixar iludir por reformas aparentes, mas buscar a verdadeira reforma, aquela que acontece dentro de cada um, dentro de cada ser e que vai se perpetuar por meio de vibrações de amor para toda humanidade, construindo, de fato, uma sociedade cooperativa e harmônica.

As Relações Internacionais: Cooperação e conflito entre as nações – a construção da harmonia sob a perspectiva espírita.



O campo de estudo que busca compreender a relação entre os Estados do Sistema Internacional é conhecido como Relações Internacionais. Estas permitem criar modelos de interpretação do sistema que possibilitam o entendimento acerca da ação do homem sob o mesmo. Assim, interpreta-se a ação dos Estados, especialmente, de acordo com duas visões distintas: o realismo e o liberalismo ou idealismo.
Para que possamos melhor compreender a questão da distribuição e gestão dos recursos materiais pelos Estados sob a ótica espiritual, cabe uma análise acerca dessas duas teorias das Relações Internacionais, a fim de entender como o mundo é, como deveria ser e qual a nossa responsabilidade para que ele transite harmoniosamente de uma patamar a outro.
Antes, contudo, cabe compreender como o Evangelho Segundo o Espiritismo justifica a importância das relações entre os povos, o que está no seu capítulo XVI:
“Com efeito, o homem tem por missão trabalhar pela melhoria material do planeta. Cabe-lhe desobstruí-lo, saneá-lo, dispô-lo para receber um dia a população que a sua extensão comporta. Para alimentar essa população que cresce incessantemente, preciso se faz aumentar a produção. Se a produção de um país é insuficiente, será necessário buscá-la fora. Por isso mesmo, as relações entre os povos, constituem uma necessidade. A fim de mais facilitar, cumpre sejam destruídos os obstáculos materiais que os separam e tornadas mais rápidas as comunicações.”. Assim, faz necessário estimular as relações internacionais entre os povos, para que todas possam redistribuir e compartilhar as riquezas. Para entender o estágio atual das relações, devemos verificar como os analistas percebem as relações internacionais.
A Teoria Realista das Relações Internacionais é vista por muitos analistas como dominante no estudo da política internacional. Nogueira e Messari, no livro Teoria das Relações Internacionais, apontam algumas premissas comuns ao pensamento realista, quais sejam: a centralidade do Estado como ator das Relações Internacionais; o objetivo do mesmo de sobrevivência e permanência como ator; o reconhecimento do poder como elemento central das Relações Internacionais; a ausência de uma autoridade suprema e legítima, o que caracteriza o ambiente anárquico e, por fim, como resultado dessa anarquia, como a forma utilizada para manter própria sobrevivência.
Para o pensamento realista, os Estados são atores soberanos (detêm o monopólio legítimo da força dentro do seu território e é reconhecido pela comunidade internacional), não havendo outra instituição acima dele. Os Estados buscam seus interesses nacionais definidos em termos de poder. Tais são, grosso modo, as premissas do Realismo Clássico. Em suma: os Estados são os principais agentes do Sistema Internacionais e precisavam garantir sua sobrevivência por meio da garantia de sua segurança, e, para tanto, competem por poder, o qual vai lhes garantir a possibilidade de sobrevivência em um ambiente no qual não há uma autoridade superior que possa impor a vontade diante de todos. Assim, desconsidera-se a importância do homem na política internacional, sendo a vontade do Estado (e especialmente das potências que detêm poder militar e econômico), determinantes para a condução das Relações Internacionais.
O pensamento político Utópico/ Idealista/ Liberal tem seus fundamentos firmemente estabelecidos por volta do século XVIII, principalmente com o Iluminismo, com o qual os Idealistas acreditavam que poderiam determinar de forma racional e objetiva os valores morais universais que conduziriam a vida social ulterior.
A Teoria Liberal ou idealista influenciou o pensamento das Relações Internacionais de modo a permitir o desenvolvimento de uma perspectiva que ganhou vulto quando a hegemonia do realismo é posta em dúvida (especialmente no período da distenção ou détenté – Guerra Fria), abrindo espaço para outros debates na política internacional, ao considerar questões como a importância de atores não-estatais (organizações internacionais, empresas transnacionais, indivíduos e organizações não governamentais); e a multiplicidade de indivíduos (sociais, econômicos, ambientais, etc) e grupos de interesse que afetam a Política Internacional.
Para o liberalismo, os homens são naturalmente bons, cooperativos e pacíficos, apesar das aparências negativas – com bons incentivos eles se revelam como realmente são. O sistema internacional é anárquico (ausência de autoridade suprema) na origem, mas a desordem pode ser controlada por leis e mecanismos corretos. A guerra não é necessária ou inevitável. Os atores não perseguem somente o poder. O sistema internacional pode funcionar como a sociedade doméstica privilegiando a liberdade, a igualdade e a individualidade por meio do estabelecimento de leis e canais cooperativos. Quanto aos atores, os Estados são os principais, mas são acompanhados pela crescente importância dos demais atores.
Para o realismo, a natureza humana é má, perversa, incontrolável e ambiciosa. Homens sempre buscam a realização de seus interesses pessoais. O Sistema Internacional é formado por Estados soberanos que interagem sem controle ou lei superior, em um sistema anárquico, havendo possibilidade latente de guerra. Os Estados são os únicos atores reconhecidos. A ordem no SI é dada pelo equilíbrio de poder.
Portanto interessa-nos ressaltar que os Estados são atores chave nas Relações Internacionais, mas não são os únicos que importam. Estados são entes racionais buscando maximizar seus interesses. Os Estados tendem a cooperar para atingir ganhos absolutos, tendo como obstáculo, para tanto, a possibilidade de trapaça de um Estado que vai buscar maior ganho para si. A cooperação é difícil de ser atingida, mas quando há interesses comuns e mútuo benefício, aumenta as possibilidades de sucesso.
Dessa análise, compreende-se que o mundo, em seu estágio atual, é como os realistas o colocam, e a meta do homem é alcançar o estágio que os idealistas visualizam, a fim de quebrar as barreiras e compartilhar as riquezas como ensina do Evangelho. Esse processo é lento e gradual e não pode, de forma alguma, ser interrompido por medidas bruscas que desvirtuem o homem de sua evolução, pois sua essência está na transformação do homem, a célula social que vai dirigir toda a reforma do sistema.
Cada vertente de análise prioriza, a seu modo, a cooperação e o conflito como meio de ação do Estado. Sabemos que o Evangelho Segundo o Espiritismo nos ensina a moral da cooperação para a evolução, praticando a caridade como meio de engrandecer nossa alma. Portanto, considera-se o mundo realista como o atual estágio da sociedade internacional, repleto de luta pelo poder, conflitos e competição. Entretanto, acredita-se que o idealismo já se faz presente em pequenas atitudes dos Estados que tendem a cooperar em prol do bem-comum.
Em breve, pretendemos analisar qual o papel do Brasil no seio dessa transformação da sociedade realista para a idealista, buscando compreender como as riquezas naturais e espirituais do país podem ser ferramentas para a evolução da humanidade.

Mais algumas considerações sobre as Relações Internacionais


A sabedoria de Deus possui sutilezas que a capacidade humana tem relativa dificuldade para visualizar e assimilar. Uma dessas sutis surpresas que o bondoso Pai nos forneceu para a evolução diz respeitos aos direitos humanos e sociais no plano internacional. Esses conceitos encontram aplicações distintas dentro das mais diversas nações, as quais empreendem, cada uma de acordo com seu grau de evolução (dado que cada povo tem a sociedade que melhor lhe convém para seu grau de adiantamento) os mecanismos sociais e humanos aplicados de acordo com regras diferentes.
Assim, no âmbito das Relações Internacionais, muito se discute quem pratica ou não os direitos humanos, especialmente de acordo com a Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, criada no seio das Nações Unidas em 1948. Desse modo, muitos países são criticados por empreenderem métodos de castigos ou repressão de liberdade que violam os direitos do homem.
De fato, a defesa desses direitos é princípio fundamental para harmonização da sociedade. O homem precisa aprender a agir respeitando princípios universais de comunhão, tolerância e respeito. Entretanto, cada povo com seu sistema político, empreende aquilo que acredita ser necessário para desenvolver sua sociedade, não sendo dado aos demais, a partir do princípio da autodeterminação dos povos e da não ingerência em assuntos internos, a tentativa de imprimir pela força suas convicções e pensamento. Cada nação terá de alcançar sua evolução pela caminhada diária de auto-descobrimento.
Entretanto, é possível influenciar o irmão terrenos por meio do pensamento, das vibrações e do exemplo. O exemplo da comunhão, da convivência e da cooperação, o que pode ser alcançado nos fóruns e organismos internacionais por meio do diálogo entre as nações. Essas organizações internacionais são engrenagens do processo de desenvolvimento da Terra que permitem a participação conjunta de todos os povos para que eles possam expressar suas opiniões e buscar mecanismos para vencer desafios e ultrapassar barreiras.
Criticar as organizações e sua insuficiência técnica para resolver os problemas da humanidade é desconsiderar que cada povo tem um momento distinto de evolução e que não é possível, a não ser por um processo lento e gradual de compartilhamento de idéias e influência vibracional, alcançar entendimento acerca de maior cooperação em prol do bem comum.
Portanto, a defesa dos princípios sociais e dos direitos humanos, no seio da sociedade internacional verifica-se como uma tarefa de longo prazo, que deve ser empreendida e discutida dentro dessas organizações, mas jamais impostas a nenhum povo, sob pena de interferir em seu momento de evolução e alterar o seu processo. Robson Pinheiro, no livro Gestação da Terra, aponta a importância de organismos como a ONU, mostrando a sua utilidade futura:

“Após essa noite de trevas morais (Segunda Guerra Mundial), Jesus e seus prepostos inspiraram os governantes a formar a Organização das Nações Unidas (ONU), visando auxiliar a humanidade na estruturação das coletividades terrestres. (pág 152). No futuro, quando o homem tiver ciência mais precisa do papel que lhe cabe no contexto cósmico e a humanidade compreender melhor sua destinação espiritual, a própria ONU será um espaço de encontro e reunião entre todos os povos, com base na fraternidade legítima.”

No futuro (grifa-se), a compreensão do homem estará capacitada para dar mais utilidade para a ONU. Esta utilidade está em constante debate atualmente, dada a iminência de reforma da instituição. Essa reforma é fundamental para melhorar o desempenho da mesma, a qual reflete a ordem vigente em 1945. Entretanto, todo cuidado é necessário para não levar essa reforma além do patamar necessário, sob o risco de criar um organismo que não seja aplicável ao atual momento de evolução dos seres terrenos.
A comunhão entre reformas e tempo de evolução é detalhe fundamental para não prejudicar os avanços já alcançados pelo homem. Este homem, como célula do organismo universal, é que precisa da reforma para aprender a conviver em uma sociedade (nacional e internacional) mais justa e igualitária.
Não se pode inserir a um sistema um ser que não se adapta a ele. Nesse sentido, oferecer à humanidade, em seu atual estágio de evolução, uma organização internacional que impõe direitos humanos e sociais e obriga a viver sob determinada maneira que lhe seja estranha, não contribui, mas atrasa o desenvolvimento da humanidade.
Cabe à ONU, atualmente, agir como instituição que, nos seus trabalhos, ajuda a mitigar o sofrimento dos povos mais necessitados, contribuir para conscientizar o planeta da importância da proteção ao meio ambiente, da necessidade de se unir para vencer problemas como a fome, as doenças e as droga. A ONU intui no homem os valores de cooperação, de solidariedade e de convivência harmoniosa com o diferente (pois a tolerância significa suportar, aceitar, mas não amar o diferente). A ONU, assim, serve como instrumento para iniciar a reforma da célula social, imprimindo nela a visão de que é possível coexistir pelo bem comum.
As Relações Internacionais apresentam-se como uma possibilidade enriquecedora ao homem de bem que queira aprender a compartilhar e cooperar, mas jamais podem servir para impor ideais, direitos e instituições, os quais nascem do interior de cada povo e devem condizer com seus relativos momentos de evolução.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Agradecimentos

Gostaria de tornar público meus agradecimentos aos que contribuíram para que eu me tornasse mestre em Relações Internacionais. Minha defesa foi em maio deste ano e graças a todas essas pessoas e a Deus, especialmente, fui aprovada! Obrigada sempre!

AGRADECIMENTOS


A concretização de projetos e a realização de sonhos são vitórias que alcançamos na caminhada terrena. Contudo, para fazer com que essas conquistas façam parte da nossa realidade, empreendemos uma longa jornada, uma caminhada repleta de descobertas, de incertezas, de felicidade, de fraqueza, de medos e risos, de uma miscelânea de sentimentos e acontecimentos que completam a nossa existência. É nesse caminhar que se constrói o que seremos no ponto de chegada. Lá, veremos o quanto importa quem nos acompanhou durante a jornada, durante nossa viagem rumo à realização de um grande objetivo. Sem esses companheiros de viagem eu não poderia ter concretizado essa tarefa de falar sobre a energia na política externa brasileira. A todos eles agradeço com todo amor.
Agradeço a Deus e a Jesus, por permitirem a realização desse trabalho e por estarem sempre presentes em minha vida, me guiando por caminhos de conquistas, paz e sabedoria. Da mesma forma, agradeço aos amigos espirituais que tornaram esse trabalho possível. Muito Obrigada!
Agradeço aos meus pais Judite e Auro, por tornarem tudo possível na minha vida e por investirem e acreditarem em meu crescimento acadêmico e profissional. A eles, o agradecimento especial por permitirem que eu possa concretizar os meus sonhos. Agradeço à minha irmã Mariana, por me compreender e por acreditar em mim. A toda minha família, agradeço pelo apoio direto e indireto em todas as etapas da minha caminhada.
Agradeço à orientação do Professor Henrique Altemani, o qual foi fundamental na concretização desse trabalho, contribuindo sempre com suas colocações e pareceres essenciais para tornar essa análise possível. Aos Professores do Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas, em especial o Héctor Sant-Pierre, com quem iniciei as pesquisas dentro da temática que abordo neste trabalho. Agradeço ao trabalho da Giovana e da Isabela, pela competência com que realizam seu trabalho e por estarem sempre disponíveis para nos auxiliar.
Ao Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Agradeço à Capes e, em especial, à FAPESP, pelo auxílio financeiro para a realização dessa pesquisa.
Agradeço ao Professor Shiguenoli Miyamoto e ao Professor Ricardo Sennes, por aceitarem fazer parte da banca de avaliação deste trabalho e por terem participado do exame de qualificação, contribuindo para a concretização deste estudo. Agradeço, também, aos professores suplentes da banca de defesa.
Um agradecimento especial a alguns amigos que contribuíram diretamente na realização deste trabalho: Adriana Mesquita Corrêa Bueno, Elísio Jamine, Janaína Marques Storti, Juliana Bigatão, Raquel Caldeira Sanches e Vanessa Braga Matijasic. Agradeço aos amigos da Unesp Franca que continuam presentes na minha vida. Agradeço aos amigos que fiz no Programa San Tiago Dantas e, em especial, aos amigos da turma de 2008. Aos amigos que tenho em Castilho e, especialmente, aos amigos que fiz na Escola Superior Diplomática, os quais passaram a ser fundamentais na minha vida.
A todos os meus companheiros de viagem, muito obrigada!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

À Alegria




A nona sinfonia de Beethoven incorpora parte do poema An die Freude ("À Alegria"), uma ode escrita por Friedrich Schiller. "À Alegria" inspirou Ludwig van Beethoven a escrever, em 1823, o quarto movimento de sua nona sinfonia. O poema tem uma visão idealista da raça humana e exalta a união!!

An die Freude (Ode to Joy)

Ó, amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais prazeroso
E mais alegre!

Alegria, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir
O que o costume rigorosamente dividiu.
Todos os homens se irmanam
Ali onde teu doce vôo se detém.

Quem já conseguiu o maior tesouro
De ser o amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma mulher amável
Rejubile-se conosco!
Sim, mesmo se alguém conquistar apenas uma alma,
Uma única em todo o mundo.
Mas aquele que falhou nisso
Que fique chorando sozinho!

Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos deu beijos e vinho e
Um amigo leal até a morte;
Deu força para a vida aos mais humildes
E ao querubim que se ergue diante de Deus!

Alegremente, como seus sóis voem
Através do esplêndido espaço celeste
Se expressem, irmãos, em seus caminhos,
Alegremente como o herói diante da vitória.


Abracem-se milhões!
Enviem este beijo para todo o mundo!
Irmãos, além do céu estrelado
Mora um Pai Amado.
Milhões se deprimem diante Dele?
Mundo, você percebe seu Criador?
Procure-o mais acima do Céu estrelado!
Sobre as estrelas onde Ele mora!

domingo, 11 de julho de 2010

Parte 1 – A Evolução da Humanidade


Vamos partir de um exercício de imaginação: vamos considerar que todos nós (humanidade) somos um ser uno! Vamos buscar a unidade primária desse ser: as células. Somos todos células de um corpo UNO universal! Como células, vamos constituir um organismo. Para isso, formaremos moléculas. Pois bem, se nós, os indivíduos, somos as células, as moléculas que formamos consideraremos como nossos municípios. Nós, como células harmoniosamente organizadas e equilibradas trabalhamos cada um dentro de suas funções e formamos então essas moléculas, as quais darão origem a um órgão, que identificaremos como sendo nossos vários estados federais. Esses estados ou órgãos, juntos, formam um membro do nosso corpo maior, um elemento do corpo uno internacional: o país (ou Estado). Assim, em nossa individualidade, somos a raiz do Todo! Somos a célula da qual parte a existência do sistema internacional. Eis a grandiosa responsabilidade que o Pai criador nos deu de zelar pelo conjunto do sistema como seres individuais, porém UNO.
Assim, agindo cada um na sua individualidade, cada célula no cumprimento de sua função, temos que aprender a ceder pelo todo universal, agir pelo conjunto, por todos, para unir pensamento e ação em prol do bem comum que é a evolução da humanidade. Toda essa comparação com o corpo humano é uma alegoria para tentar demonstrar a importância da atividade responsável e coordenada de cada cidadão que está no controle do todo, mas que só pode exercer esse controle se estiver coordenado com seu irmão, pois enquanto uma célula estiver em desequilíbrio, o todo não poderá agir harmoniosamente. Somos um só ser com origem na fonte divina e temos o dever de reencontrar o caminho até a fonte.
O importante é compreendermos o quanto a ação coordenada de todas essas células é fundamental para a evolução do nosso planeta. O pensamento coletivo desses “pequenos” seres pode mudar o rumo da evolução. O espírito de André Luiz contribui para esclarecer essa questão quando afirma: “Onde há pensamento, há correntes mentais e onde há correntes mentais existe associação. E toda associação é interdependência e influenciarão recíproca. Daí concluímos quanto à necessidade de vida nobre, a fim de atrairmos pensamento que nos enobreçam. Trabalho digno, bondade, compreensão fraternal, serviço aos semelhantes, respeito à Natureza e oração constituem os meios mais puros de assimilar os princípios superiores da vida, porque damos e recebemos, em espírito, no plano das idéias, segundo leis universais que não conseguimos iludir.” A associação de bons pensamentos vai se disseminar entre todas as células do globo terrestre, refazendo relações, reorganizando moléculas, órgãos, membros e todo o sistema. É desse modo que nós, células, em nossa individualidade podemos semear o bem e o amor em prol da humanidade. Assim, podemos redesenhar as relações entre os povos, refazer a maneira pela qual os países se relacionam, excluindo a guerra da nossa convivência e prezando pela paz. A responsabilidade pela paz mundial não está somente nas mãos de líderes que escolhemos nas eleições periódicas. Essa responsabilidade cabe, principalmente, a cada um de nós, em nossas atitudes, pensamentos, relacionamentos. Temos o dever de estarmos atentos ao que fazemos e ao que pensamos, a quem e como influenciamos, como educamos e como disseminamos vibrações para a corrente universal interconectada.
A responsabilidade de cada um é muito grande diante das mazelas da humanidade. Não podemos negligenciar os problemas do mundo e entregá-los a pessoas que só pensam em seus próprios interesses. Temos que guiar a Terra rumo à evolução, rumo aos novos tempos que se abrem diante de nós. Juntas, todas as células divinas, harmoniosamente organizadas, podem conseguir o organismo universal justo, digno, pacífico e igual. Por isso, cuidado com o que pensar e cuidado com o que fizer, pois podemos contribuir para aumentar a dor no mundo.
Como brasileiros, podemos formar uma consciência nacional que ensine a respeitar, a conviver (não tolerar, pois isso significa suportar o outro e não a amar). Assim, vamos expandir nosso pensamento para o mundo. Podemos ser um indivíduo da comunidade mundial comprometido com o bem maior. Podemos levar o ensinamento máximo do Cristo de amar a Deus (independente do nome dado a Ele) acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. (CONTINUA)

sábado, 10 de julho de 2010

O Tempo

E o tempo? Como entender, lidar, conviver e aceitar o tempo? Não há o que aceitar, o tempo é algo que está dado! Ou aprendemos a dançar no seu ritmo ou perdemos o compasso de tudo. Eu não vivo em harmonia com o tempo e, por isso, estou sempre em desequilíbrio comigo, vivendo um futuro inexistente, perdendo o presente e ficando sem passado! Claro! Como ter um passado daquele presente que foi vivido de planejamentos para o futuro? Ilógico! O passado se perde, o momento se perde, a vida se vai. E o que fazer? Não planejar? Não sonhar? Obviamente que não seríamos tolos de viver sem sonhos e planos. O importante é conciliar, aproveitar o momento presente naquilo que ele te enriquece, te fortalece, te faz melhor, te faz vivo. É preciso perceber que não há tempo perdido, há tempo mal aproveitado! Mal vivido! Há tempo desperdiçado. Até para os devaneios e ilusões existe um tempo que pode ser perfeito. Esse tempo só precisa estar em harmonia com o todo e não em descompasso. Cada um faz o seu tempo! Inteligente aquele que preenche seu tempo com vida e não tira vida do tempo!!
Muito me incomodava o segundo perdido. Pior que isso, a vida que se perdia com o aquele segundo! Pensava em tudo que poderia ter sido e não foi por causa de daquele segundo de distração, de mudança de rumo, de devaneios! Lamento por tudo que estava meticulosamente planejado e se desfez junto com aquele segundo. Tudo o que eu viveria e o segundo perdido me roubou!! Lembro daquele segundo, quando por culpa de outros me atrasei e perdi o ônibus. Claro que até a terceira geração do culpado pelo meu atraso foi xingada sem perdão. Mas, como saber quando o destino não roubou o meu segundo de propósito, pois ele tinha escondido minha felicidade no ônibus seguinte?
Por que brigar com o tempo quando todos os meus movimentos parecem desalinhados? A atitude é o diferencial. Nossa freqüência de vibrações nos coloca em harmonia com o universo e tudo vai estar perfeitamente sincronizado com o que há de melhor para acontecer conosco. Perder pode ser o limite para ganhar! Nunca se sabe onde está a felicidade, onde está nossa missão, nosso destino ou qual é o tempo certo para que algo aconteça. Só a Deus pode sabê-lo! Não nos é dado esse poder e, por isso, temos que aprender a fazer do tempo um aliado! Nossa grande aliado!!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Com Deus

Sublime proteção, doce companhia,
Aquece o coração, é luz do dia-a-dia!
Sentido da vida, grandiosa magia,
Amor que preenche e contagia.

Sem motivo, sem razão,
Puro amor, sem explicação.
Irradia sua paz, arranca o espinho
É a verdade da vida iluminando meu caminho

Enigmaticamente misterioso,
Completa a vida seu amor tão precioso.
Aquece a alma e vence a escuridão!
Energia vital que preenche meu coração!

A certeza de sua presença me sustenta, fortalece!
Sua grandiosidade me protege, me aquece!
Tenho nele minhas forças, toda minha crença!
Crença de que um dia o amor vença!

Ele me faz crer que na vida não existe sofrimento
Que ela deve ser vivida sem pressa, a cada momento
Tudo nela é aprendizado, desafio vencido!
Tudo nela tem o seu sentido!

Ele me faz crer no poder da mente, no poder da criação!
Quando me faz lembrar que a vida não tem fim, que tudo é atração!
Nele deposito minha fé, meu destino!
Com DEUS sei que sigo no melhor caminho

Eu escrevo minha história!!

Desisti de frases feitas, de seguir o senso comum. Cansei de seguir opiniões vazias, cansei de pessoas vazias, sem sonhos e sem ambição! Não digo ambição egoísta, materialista e imoral. Falo de algo maior, desejo real de transformar o mundo, de fazer diferente! Resolvi apostar em mim e deixar que o orgulho medíocre da mente pequena e fechada de algumas pessoas as devore. Vou seguir o meu próprio caminho, fazer minha sorte, errar pela ação, mesmo que tenha que cair para aprender, mesmo sabendo que fora das minhas quatro paredes há uma selva com lobos famintos, eu prefiro tentar! Vou escrever minha história, compor minha música, dançar no meu ritmo! Vou ignorar a incerteza destrutiva filha da inveja que me possa me cercar! Assim me faço e me refaço ... cada momento é inédito, cada surpresa um sorriso. Não choro, não peço, não minto, não canso! Quero a vida sem medo! Não quero perder tempo! Quero tentar agora, amanhã já é tarde! Há tanto para ser feito e o tempo é tão curto ... nada persiste, tudo passa! Essa vida vai passar, os planos serão refeitos, e o balanço de tudo resume-se em uma questão: o que você fez com tudo que te foi oferecido? Qual foi sua contribuição? Como você usufruiu da vida? A vida ... de tudo, a única que não acaba quando termina! A vida, enigmática e surpreendentemente maravilhosa! Sensações, sentidos, sentimentos, sonhos e ação! Por isso, convido a quem quiser me acompanhar nessa jornada de viver a vida com um objetivo maior e sincero, a acreditar que o acaso não existe, que o amor é a lei universal, que é possível ser justo sem ser tirano, ser bom sem ser tolo e ser humilde sem ser miserável! Cada um tem uma razão para estar por aqui agora, não podemos perder essa oportunidade de crescer e contribuir para que a Terra sobreviva e os seres humanos sejam bons e cooperativos!

domingo, 25 de abril de 2010

Dívidas Cármicas e as Relações entre as Nações




É comum observar, em algumas épocas da história da civilização, o temor que se dissemina entre os povos acerca do fim do mundo e da destruição da humanidade. Atualmente, a expectativa está em torno do ano de 2012, quando se acredita que haverá catástrofes causadas pela fúria divina, capazes de por um fim à história humana na Terra. Sabe-se, entretanto, que a infinita bondade e justiça de Deus não agem dessa forma, tendo sido dado aos homens a capacidade de agir de acordo com o seu livre arbítrio e zelar por aquilo que lhe foi oferecido como morada. Desse modo, como nos ensinou Chico Xavier, qualquer transformação mais trágica que venha a ocorrer no mundo virá do homem e não da bondade de Deus.
As relações entre os homens, especialmente a relação entre os diversos Estados que compõem o Sistema Internacional (compreendendo este como o conjunto de países que fazem parte do globo terrestre), são as grandes responsáveis pela emissão das energias que causam as tormentas, as quais amedrontam os homens de pouca fé. A discórdia, a ânsia por poder irrestrito, ou como diria Thomas Hobbes, a guerra de todos contra todos, desde tempos remotos, passando pelas Cruzadas e alcançando as duas Guerras Mundiais, lançaram no nosso sistema energias negativas e nos imputaram débitos que temos que pagar nos dias de hoje. Assim, ao nos depararmos com as catástrofes naturais e as demais dores do mundo, não devemos culpar a Deus, mais ao orgulho e ao egoísmos dos homens de diversas épocas que realizaram guerras de extermínio e que criaram dificuldades cármicas para a humanidade. Tudo aquilo que é semeado deve ser colhido e isto tem sido resgatado em nossa época, época de regeneração como lembra Chico Xavier.
Contudo, o homem não percebe que deve cessar os conflitos para deixar de sofrer, e continua a fazer guerras, pautadas em diferenças étnicas, religiosas, na busca por recursos naturais e na ânsia desenfreada por poder. A ocorrência de um conflito bélico de proporções mundiais, se ocorrer, debitar-se-á à ambição e ao ódio disseminado entre os homens, mas não a uma ordem divina. Portanto, a humanidade precisa frear a discórdia e disseminar a cooperação, sob pena de sofrer os danos catastróficos de humana terceira e última guerra mundial, pois a inteligência humana refinou processo de extermínio e nessa nova guerra não haverá vencedores. Se não trabalharmos coletivamente com todos os meios para evitar uma nova calamidade, incentivar o princípio da paz e promover a mensagem de Jesus Cristo, vivendo sem a idéia de hegemonia, não poderemos afastar da nossa vida a idéia da destruição da humanidade.
Enquanto não houver a compreensão de que somos diferentes, mas somos apenas um ser uno, nascidos da mesma essência divina, não saberemos cooperar em prol da evolução da humanidade rumo no mundo de regeneração. Devemos ter em mente, todavia, que este mundo não será o paraíso terreno, ao contrário, terá tantas aflições quanto se vê na situação atual, com escassez de água potável, aquecimento global, catástrofes naturais. Contudo, o homem estará em processo de evolução ética e moral e buscará harmonizar-se com os recursos que lhe estão disponíveis e poderá cooperar com seus irmãos para dividir o pouco que possui.
Diante desse contexto, torna-se imperativo que as lideranças internacionais posicionem-se em prol de uma harmonização das relações entre os povos, como ensina O Evangelho Segundo o Espiritismo:


"Com efeito, o homem tem por missão trabalhar pela melhoria material do planeta. Cabe-lhe desobstruí-lo, saneá-lo, dispô-lo para receber um dia toda a população que a sua extensão comporta. Para alimentar essa população que cresce incessantemente, preciso se faz aumentar a produção. Se a produção de um país é insuficiente, será necessário buscá-la fora. Por isso mesmo, as relações entre os povos constituem uma necessidade. A fim de mais as facilitar, cumpre sejam destruídos os obstáculos materiais que os separam e tornadas mais rápidas as comunicações. Para trabalhos que são obra dos séculos, teve o homem de extrair os materiais até das entranhas da terra; procurou na Ciência os meios de os executar com maior segurança e rapidez. Mas, para os levar a efeito, precisa de recursos: a necessidade fê-lo criar a riqueza, como o fez descobrir a Ciência. A atividade que esses mesmos trabalhos impõem lhe amplia e desenvolve a inteligência, e essa inteligência que se concentra, primeiro, na satisfação das necessidades materiais, o ajudará mais tarde a compreender as grandes verdades morais. Sendo a riqueza o meio primordial de execução, sem ela não mais grandes trabalhos, nem atividade, nem estimulante, nem pesquisas. Com razão, pois, é a riqueza considerada elemento de progresso." (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap. XVI, item 7.)


Nossa Responsabilidade é tão grande quanto são os problemas que afligem o planeta. As diversas crises pelas quais passamos nada mais são que reflexos da nossa aparente incapacidade de gerir os bens que Deus nos ofertou. Desse modo, se foi dado a mais um recurso a um povo do que a outro, do mesmo modo lhe foi dado menos de outro bem, o qual terá que buscar para além de suas fronteiras. Todavia, o homem, temendo a escassez empreende guerras em busca de garantir a posse e o controle exclusivo daquilo que lhe convém, construindo inimizades e aumentando nossa dívida cármica.
Ao Brasil, responsabilidade muito grande foi direcionada, pois o país possui riquezas incomensuráveis, possui a capacidade de agregar povos de diferentes nacionalidades sob a mesma bandeira; a imensidão de terras agricultáveis, o que o torna, para alguns, o futuro celeiro da humanidade; os recursos energéticos; a água e a missão de incentivar a cooperação entre os homens em prol de um mundo sem discórdias e conflitos. Nossa responsabilidade maior está em contribuir para que esse país possa ser uma voz ativa e compreendida no mundo. Essa responsabilidade não se resume aos líderes políticos e administradores do Estado, mas ao brasileiro como ser uno e ciente da sua capacidade de exercer a caridade e ensinar os outros a fazê-lo.
A boa notícia é que não estamos sós. Deus, que é o amor, sempre nos envia seus mensageiros de luz e paz, os quais podem intuir no homem idéias que ajudam na prosperidade humana, assim o fez com Jesus quando, ao fim da Segunda Guerra Mundial, esse nos ensinou unir os povos em prol da paz e da segurança, como aponta Robson Pinheiro, no livro Gestação da Terra:

Após essa noite de trevas morais (II Guerra), Jesus e seus prepostos inspiraram os governantes a formar a Organização das Nações Unidas (ONU), visando auxiliar a humanidade na reestruturação das coletividades terrestres. No futuro, quando o homem tiver ciência mais precisa do papel que lhe cabe no contexto cósmico e a humanidade compreender melhor sua destinação espiritual, a própria ONU será um espaço de encontro e reunião entre todos os povos, com base na fraternidade legítima. Os governantes do vosso mundo, no futuro, em um momento de maior maturidade espiritual na Terra, serão escolhidos de acordo com as inspirações do governo espiritual do planeta.


Na esperança do alvorecer de um novo tempo, acreditamos que dia virá que a humanidade estará reunida em nome do amor de Deus e seguindo os princípios do Cristo, compartilhando os bens que possui e cooperando para que ninguém padeça diante da miséria, da dor e da guerra. Nossa crença e ação devem estar voltadas para esse objetivo, sem esmorecer e sempre crentes de que isso será possível, pois se não acreditarmos nessa realidade futura, não vale a pena nossa luta diária pensada e oferecida única e exclusivamente para nós mesmos. Por isso, comecemos a mudar pensamentos, crenças e atitudes, para reconstruir as relações entre homens e nações.

Daniela Marques Medeiros
25/04/2010

domingo, 18 de abril de 2010

Consciente Coletivo e a responsabilidade individual na evolução moral da humanidade




O todo que nos cerca está em constante alteração rumo à regeneração da humanidade e passagem da Terra para uma nova etapa evolutiva. Entretanto, a raça humana tem certa dificuldade em se responsabilizar por aquilo que não está dentro da sua esfera diária e não compreende seu compromisso para com aquilo que, aparentemente, não faz parte do seu viver cotidiano.
Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, ofereceu-nos a oportunidade de evolução a partir da vivência em um mundo de expiações, onde poderíamos por em prova nossas virtudes e testar nossa capacidade de praticar a humildade, extirpando as chagas do orgulho e do egoísmo. Entretanto, ao mesmo tempo, deparamo-nos com um mundo de prazeres, sabores, delícias, vícios e muitos riscos. Nossa vestimenta material é um mecanismo receptivo a todas essas oferendas do mundo terreno, enquanto temos nossos olhos vedados à verdadeira realidade do mundo espiritual ao qual pertencemos, ficando nossa sensibilidade como portal para nossa vida real. Pouco nos preocupamos em zelar por essa vida, enquanto nossa individualidade se ocupa do imediatismo que nos satisfaz. Assim, o todo é ignorado e nosso mundo particular torna-se nosso universo.
Assim, dominados pela matéria, deixamos que o individualismo oriente nossas ações, sem pensar em nossa responsabilidade comum diante daquilo que Deus nos ofereceu para zelar e, assim, evoluir. Porém, o amor de Deus não desiste, sempre persiste e nos permite seguir na tentativa de aprender a verdade da vida, do amor, testando nossa capacidade de conviver harmoniosamente, respeitar todos os seres que fazem parte da órbita terrestre e buscar a perfeição dos mundos superiores, onde as antíteses não são mais necessárias para se conhecer a verdade e onde a lei do amor prevalece.
Enquanto seres terrenos, zelosos de nossa individualidade, somos levados a apontar a responsabilidade para o outro, sem nos preocupar qual a nossa parcela de compromisso para com a realidade que nos cerca e mesmo a realidade que está além da nossa fronteira de convívio. Assim, fica simples culpar a administração pública, o governo, a justiça, o sistema educacional, a estrutura social e todas as outras dimensões do viver.
O ser humano é uma parte do todo e como parte deve estar harmoniosamente conectado com a energia do universo. Deste modo, como membros cientes da responsabilidade coletiva, cientes de nossas obrigações perante o todo, poderíamos revolucionar a ética e a moral da nossa realidade e caminhar juntos para o mundo de regeneração, seguindo os exemplos do Cristo de amor e caridade.
Tomar para si essa responsabilidade, enquanto próximo negligencia esse compromisso, faz-nos pensar no que estamos a perder da vida terrena, deixando de aproveitar as maravilhas que a matéria nos oferece. Todavia, nossa concepção do ganhar deve estar ligada à vida espiritual, onde estão nossas verdadeiras riquezas e prazeres.
Podemos fazer a diferença, mudar o paradigma evolutivo e contribuir para com o todo universal na realidade que nos cerca, no respeito à natureza, no respeito ao próximo, no amor, na caridade, e no exemplo que nos foi dado por Jesus. Respeito, caridade, amor e compreensão são atitudes que podem revolucionar a realidade terrestre. Cada ser cumprindo o que é do seu dever dentro da lei de divina pode estimular o vizinho a fazer o mesmo e assim sucessivamente, criando o consciente coletivo de responsabilidade comum. A mudança está no exemplo e é uma opção de cada um.
Não haverá evolução terrena enquanto cada criatura não compreender sua parcela de responsabilidade e começar a fazer parte do todo com uma nova ética e moral, entendendo que a administração pública, os sistemas e tudo que nos cerca é reflexo de nossas ações e pensamentos. Nossa sociedade é aquilo o que fazemos dela em nossas ações, em nosso dia-a-dia. Se quisermos solucionar a crise ambiental, a crise energética, a crise alimentar, a crise econômica e outras crises, devemos aprender a ceder, ceder aquilo que dirigimos à nossa individualidade, compartilhar e agir em nome do todo e não de si mesmo. Somos os verdadeiros comandantes da nação e do mundo, mas devemos aprender a operar coletiva e harmoniosamente, sob a pena de perdermos o rumo da evolução e destruir a oportunidade que Deus nos deu de zelar pelo patrimônio terreno.

Daniela Marques Medeiros
18/04/2010

domingo, 11 de abril de 2010

Evolução da Humanidade

Para compreender qual a nossa responsabilidade para com o planeta, faz-se necessário entender um pouco mais acerca da evolução da humanidade. Com vistas a contemplar este propósito, lançaremos mão da análise de dois livros: “A Caminho da Luz” de Chico Xavier, pelo espírito de Emmanuel e “Gestação da Terra” de Robson Pinheiro, pelo espírito Alex Zarthú. Como já é costume por aqui, antes de uma análise mais profunda, deixaremos um vídeo para reflexão.


sexta-feira, 9 de abril de 2010

Quem são os seus ídolos?

Na semana passada, um grupo de atletas de um renomado time de futebol brasileiro, aclamados pela população por seus êxitos em campo e pela felicidade que trazem à nação pelo fato de driblarem os adversários e colocarem a bola no gol (algo muito inteligente e perspicaz, diga-se de passagem), protagonizou uma cena digna de ser comentada. Ao visitarem instituições religiosas que cuidam de crianças, os astros brasileiros recusaram-se a entrar em uma casa espírita. Depois do ocorrido e da repercussão na mídia, os ídolos apressaram-se em procurar desculpas e em colocaram-se a disposição para fazer sua boa ação. Compreende-se, é claro, que a imagem desses atletas não foi abalada pelo ocorrido, dado o imenso prestígio de que gozam diante de sua torcida, não sendo necessários mais que um ou dois gols para se mudar de assunto.
Após o ocorrido, passei a indagar: quem são os ídolos dos jovens brasileiros? Em quem a nova geração se inspira e tem como meta de valor e vida? Com a enxurrada de mulheres fruta banalizando a figura da mulher, com um campeão de um reality show nacional que expressa grosseria e mostra-se “sem fé”, com a explosão de satisfação popular com músicas que incitam o sexo e a desmoralização da sociedade, o que se vê não deixa de ser no mínimo preocupante.
Ao mesmo tempo, observa-se a apatia política desses mesmos jovens, que pouco se movimentaram diante dos escândalos de corrupção que assolaram o país. É claro que isso não se aplica àquela parcela de pessoas comprometida com o futuro moral e ético do Brasil e do mundo. Há pessoas com valores e virtudes que podem fazer a diferença de fato. Essas pessoas não sentem vergonha em dizer que acreditam em Deus (esteja ele em uma casa espírita, uma igreja católica ou evangélica, uma mesquita ou qualquer outro lugar), não se intimidam com ameaças, e usam a inteligência, o bom-senso e o amor ao próximo para fazer o bem.
Quem são os ídolos desta geração? O vídeo abaixo mostra exemplos de ídolos que nossa geração deveria seguir.