domingo, 31 de março de 2013

Conhece-te a ti mesmo - Sebastião Camargo


"Só é feliz quem é livre, e só é livre quem assume responsabilidade." - Sebastião Camargo
EVENTO DE LANÇAMENTO DO LIVRO "O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA - DO ÁTOMO AO ANJO" - SEBASTIÃO CAMARGO

DATA: 27 de abril de 2013
LOCAL: Biblioteca Pública Municipal -
Rua Alexandre Costa, nº. 241-Circular da Lagoa
Três Lagoas-MS


A Ressurreição nunca existiu.


A ressurreição de Jesus nunca existiu. Informação categórica que não representa a melhor maneira de se desejar Feliz Páscoa. Antes de desenvolvê-la, porém, devo dizer que sou cristã, mas não tenho o hábito de acreditar em tudo que está dado como certo. Como o significado do meu nome já diz, não se preocupem, eu sei bem que Deus é meu juiz.

Com todo respeito às demais crenças, a suposta ressurreição de Jesus, hoje celebrada por muitos cristãos como o domingo de Páscoa (não digo todos, porque, nós, os espíritas, não celebramos a Páscoa, mas aproveitamos para comer muito chocolate) ganhou essa denominação por ter acontecido no dia da celebração da Páscoa Judaica.
Páscoa Judaica? Sim! A Páscoa não é uma festa cristã em sua essência. Ela é judaica, assim como o próprio Jesus, o qual nunca desejou criar religião alguma, mas reformar o judaísmo, pelo menos, e a humanidade como um todo. Voltando para a história da Páscoa, vale dizer que ela, em sua origem, celebra a fuga, a libertação do povo judeu escravizado no Egito. Pois bem, eis que, após a crucificação e em uma bela manhã de Páscoa, Jesus aparece para Maria de Magdala, o que, devo dizer, não deixar de ser uma ótima simbologia para valorizar o papel da mulher!
A história que nos contam é sempre a mais conveniente e oportuna. Como dizem que o corpo de Jesus nunca foi encontrado, uniram a essa informação, a ideia de que o próprio se levantou, se ergueu, ressuscitou. Este fato, ligado às aparições de Jesus, comprovaria sua ressurreição. Agora, alguém pode me explicar o porquê de Jesus, em sua essência energética, levar o peso desse corpo carnal para o mundo espiritual? Não foi Jesus que se preparou por anos e anos para suportar o peso da carne? Ele realmente não precisava mais desse corpo. 
Se isso não é argumento suficiente, vale lembrar que estamos muito acostumados a responder tudo com o famoso “Amém”, então, deixem que nos contem suas versões da história. O fato é que Maria de Magdala se encontrou com Jesus sim, mas, essencialmente, com o períspirito Dele. Houve uma aparição do corpo espiritual de Jesus! Tendo tudo isso como parte da verdade, que, para mim, nunca está completa, como celebrar a Páscoa?
Vamos usar a simbologia da vida após a morte carnal para e celebrar a vida espiritual. Vamos usar o dia de hoje para agradecer a Deus pela oportunidade da reencarnação, da evolução e da vida na Pátria Espiritual. Que a noção da transitoriedade terrena nos leve a assumir posturas diferenciadas no dia a dia, pois compreendemos que essa vida é uma escola para alcançar novos patamares evolutivos na vida pós-desencarne. 
Jesus vive, seu espírito vive em cada um e em todos que se propuserem a SER o seu Evangelho. Não vou te desejar Feliz Páscoa, mas sim um feliz RECOMEÇO. Espero que possamos recomeçar a ver Jesus de outro modo. E sempre lembrando, nunca acreditem em uma só palavra do que eu digo/escrevo. Vá ler, estudar, questionar e tirar suas próprias conclusões. 



Daniela Marques Medeiros 31/03/2013



Vale a pena ler os trechos do Livro dos Espíritos sobre o assunto:



CAPÍTULO II
DAS PENAS E GOZOS FUTUROS



Ressurreição da carne



1010. O dogma da ressurreição da carne será a consagração da reencarnação ensinada pelos Espíritos?



“Como quereríeis que fosse de outro modo? Conforme sucede com tantas outras, estas palavras só parecem despropositadas, no entender de algumas pessoas, porque as tomam ao pé da letra. Levam, por isso, à incredulidade. Dai-lhes uma interpretação lógica e os que chamais livres pensadores as admitirão sem dificuldades, precisamente pela razão de que refletem. Porque, não vos enganeis, esses livres pensadores o que mais 
pedem e desejam é crer. Têm, como os outros, ou, talvez, mais que os outros, a sede do futuro, mas não podem admitir o que a ciência desmente. A doutrina da pluralidade das existências é consentânea com a justiça de Deus; só ela explica o que, sem ela, é inexplicável. Como havíeis de pretender que o seu princípio não estivesse na própria religião?”



a) Assim, pelo dogma da ressurreição da carne, a própria Igreja ensina a doutrina da reencarnação?



“É evidente, Demais essa doutrina decorre de muitas coisas que têm passado despercebidas e que dentro em pouco se compreenderão neste sentido. Reconhecer-se-á em breve que o Espiritismo ressalta a cada passo do texto mesmo das Escrituras sagradas. Os Espíritos, portanto, não vêm subverter a religião, como alguns o pretendem. Vêm, ao contrário, confirmá-la, sancioná-la por provas irrecusáveis. Como, porém, são chegados os tempos de não mais empregarem linguagem figurada, eles se exprimem sem alegorias e dão às coisas sentido claro e preciso, que não possa estar 
sujeito a qualquer interpretação falsa. Eis por que, daqui a algum tempo, muito maior será do que é hoje o número de pessoas sinceramente religiosas e crentes.” SÃO LUÍS.



A.K.: Efetivamente, a Ciência demonstra a impossibilidade da ressurreição, segundo a idéia vulgar. Se os despojos do corpo humano se conservassem homogêneos, embora dispersos e reduzidos a pó, ainda se conceberia que pudessem reunir-se em dado momento. As coisas, porém, não se passam assim. O corpo é formado de elementos diversos: o oxigênio, hidrogênio, azoto, carbono, etc. Pela decomposição, esses elementos se dispersam, mas para servir à formação de novos corpos, de tal sorte que uma mesma molécula, de carbono, por exemplo, terá entrado na composição de muitos milhares de corpos diferentes (falamos unicamente dos corpos humanos, sem ter em conta os dos animais); que um indivíduo tem talvez em seu corpo moléculas que já pertenceram a homens das primitivas idades do mundo; que essas mesmas moléculas orgânicas que absorveis nos alimentos provêm, possivelmente, do corpo de tal outro indivíduo que conhecestes e assim por diante.
Existindo em quantidade definida a matéria e sendo indefinidas as suas combinações, como poderia cada um daqueles corpos reconstituir-se com os mesmos elementos? Há aí impossibilidade material. Racionalmente, pois, não se pode admitir a ressurreição da carne, senão como uma figura simbólica do fenômeno da reencarnação. E, então, nada mais há que aberre da razão, que esteja em contradição com os dados da Ciência.
É exato que, segundo o dogma, essa ressurreição só no fim dos tempos se dará, ao passo que, segundo a doutrina Espírita, ocorre todos os dias. Mas, nesse quadro do julgamento final, não haverá uma grande e bela imagem a ocultar, sob o véu da alegoria, uma dessas verdades imutáveis, em presença das quais deixará de haver cépticos, desde que lhes seja restituída a verdadeira significação? Dignem-se de meditar a teoria espírita sobre o futuro das almas e sobre a sorte que lhes cabe, por efeito das diferentes provas que lhes cumpre sofrer, e verão que, exceção feita da simultaneidade, o juízo que as condena ou absolve não é uma ficção, como pensam os incrédulos. Notemos mais que aquela teoria é a conseqüência natural da pluralidade dos mundos, hoje perfeitamente admitida, enquanto que, segundo a doutrina do juízo final, a Terra passa por ser o único mundo habitado.