
Vamos partir de um exercício de imaginação: vamos considerar que todos nós (humanidade) somos um ser uno! Vamos buscar a unidade primária desse ser: as células. Somos todos células de um corpo UNO universal! Como células, vamos constituir um organismo. Para isso, formaremos moléculas. Pois bem, se nós, os indivíduos, somos as células, as moléculas que formamos consideraremos como nossos municípios. Nós, como células harmoniosamente organizadas e equilibradas trabalhamos cada um dentro de suas funções e formamos então essas moléculas, as quais darão origem a um órgão, que identificaremos como sendo nossos vários estados federais. Esses estados ou órgãos, juntos, formam um membro do nosso corpo maior, um elemento do corpo uno internacional: o país (ou Estado). Assim, em nossa individualidade, somos a raiz do Todo! Somos a célula da qual parte a existência do sistema internacional. Eis a grandiosa responsabilidade que o Pai criador nos deu de zelar pelo conjunto do sistema como seres individuais, porém UNO.
Assim, agindo cada um na sua individualidade, cada célula no cumprimento de sua função, temos que aprender a ceder pelo todo universal, agir pelo conjunto, por todos, para unir pensamento e ação em prol do bem comum que é a evolução da humanidade. Toda essa comparação com o corpo humano é uma alegoria para tentar demonstrar a importância da atividade responsável e coordenada de cada cidadão que está no controle do todo, mas que só pode exercer esse controle se estiver coordenado com seu irmão, pois enquanto uma célula estiver em desequilíbrio, o todo não poderá agir harmoniosamente. Somos um só ser com origem na fonte divina e temos o dever de reencontrar o caminho até a fonte.
O importante é compreendermos o quanto a ação coordenada de todas essas células é fundamental para a evolução do nosso planeta. O pensamento coletivo desses “pequenos” seres pode mudar o rumo da evolução. O espírito de André Luiz contribui para esclarecer essa questão quando afirma: “Onde há pensamento, há correntes mentais e onde há correntes mentais existe associação. E toda associação é interdependência e influenciarão recíproca. Daí concluímos quanto à necessidade de vida nobre, a fim de atrairmos pensamento que nos enobreçam. Trabalho digno, bondade, compreensão fraternal, serviço aos semelhantes, respeito à Natureza e oração constituem os meios mais puros de assimilar os princípios superiores da vida, porque damos e recebemos, em espírito, no plano das idéias, segundo leis universais que não conseguimos iludir.” A associação de bons pensamentos vai se disseminar entre todas as células do globo terrestre, refazendo relações, reorganizando moléculas, órgãos, membros e todo o sistema. É desse modo que nós, células, em nossa individualidade podemos semear o bem e o amor em prol da humanidade. Assim, podemos redesenhar as relações entre os povos, refazer a maneira pela qual os países se relacionam, excluindo a guerra da nossa convivência e prezando pela paz. A responsabilidade pela paz mundial não está somente nas mãos de líderes que escolhemos nas eleições periódicas. Essa responsabilidade cabe, principalmente, a cada um de nós, em nossas atitudes, pensamentos, relacionamentos. Temos o dever de estarmos atentos ao que fazemos e ao que pensamos, a quem e como influenciamos, como educamos e como disseminamos vibrações para a corrente universal interconectada.
A responsabilidade de cada um é muito grande diante das mazelas da humanidade. Não podemos negligenciar os problemas do mundo e entregá-los a pessoas que só pensam em seus próprios interesses. Temos que guiar a Terra rumo à evolução, rumo aos novos tempos que se abrem diante de nós. Juntas, todas as células divinas, harmoniosamente organizadas, podem conseguir o organismo universal justo, digno, pacífico e igual. Por isso, cuidado com o que pensar e cuidado com o que fizer, pois podemos contribuir para aumentar a dor no mundo.
Como brasileiros, podemos formar uma consciência nacional que ensine a respeitar, a conviver (não tolerar, pois isso significa suportar o outro e não a amar). Assim, vamos expandir nosso pensamento para o mundo. Podemos ser um indivíduo da comunidade mundial comprometido com o bem maior. Podemos levar o ensinamento máximo do Cristo de amar a Deus (independente do nome dado a Ele) acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. (CONTINUA)
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