Hoje, ao abrir o evangelho, fui presenteada com a mensagem sobre o óbulo da viúva. Muito nos ensina sobre a vida essa parábola. Creio que nos direciona a entender que a grande caridade é ofertar aquilo que temos de realmente nosso: esforço, tempo, disposição etc. Mas, de dentro dessa mensagem, podemos tirar outra lição. Ao darmos somente o que nos pertence, sabemos que não podemos dar aquilo que não temos. Afirmação óbvia e simplista, mas puramente verdadeira, se pensarmos no amor ao próximo. A máxima do evangelho ensina que todas as leis se resumem em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Para dar esse amor ao próximo, antes, devemos senti-lo em nosso coração como manifestação de auto-amor. Antes de doar o amor que é nosso, temos que cultivar, regar e fazer florescer esse sentimento dentro de nosso coração. O amor é nosso e podemos oferecer a quem for, mas não sem antes fazê-lo verdadeiro em nosso coração. Portanto, para amar ao próximo, temos que amar o mais próximo, o nosso eu! Esse amor puro e sincero, sem vaidade, sem orgulho. Vamos cuidar de nossas vidas com amor!
Sobre a óbulo da viúva:
“Aqueles cuja intenção é desprovida de qualquer interesse pessoal, deve consolar-se de sua impotência para fazer o bem que desejariam, lembrando que o óbolo do pobre, que o tira da sua própria privação, pesa mais na balança de Deus que o ouro do rico, que dá sem privar-se de nada. Seria grande a satisfação, sem dúvida, de poder socorrer largamente a indigência; mas, se isso é impossível, é necessário submeter-se a fazer o que se pode. Aliás, não é somente com o ouro que se podem enxugar as lágrimas, e não devemos ficar inativos por não o possuirmos. Aquele que deseja sinceramente tornar-se útil para os seus irmãos, encontra mil ocasiões de fazê-lo. Que as procure e as encontrará. Se não for de uma maneira, será de outra, pois não há uma só pessoa, no livre gozo de suas faculdades, que não possa prestar algum serviço, dar uma consolação, amenizar um sofrimento físico ou moral, tomar uma providência útil. Na falta de dinheiro, não dispõe cada qual do seu esforço, do seu tempo, do seu repouso, para oferecer um pouco aos outros? Isso também é a esmola do pobre, o óbolo da viúva”.
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